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O que isso significa?

A Bíblia está cheia de histórias surpreendentes de eventos estranhos. Os eventos eram tão incomuns que em diversas ocasiões as pessoas que os testemunharam se encontraram lutando com o significado e a significância daquilo que tinha acontecido. Um evento assim aconteceu no dia de Pentecostes após a ressurreição de Jesus. O Espírito Santo veio sobre os apóstolos, e eles começaram a pregar nas línguas nativas dos seus ouvintes – idiomas que os apóstolos não haviam aprendido. Este era um feito tão incomum que com razão maravilhou aqueles que os ouviram. Lucas nos disse, “Todos, atônitos e perplexos, interpelavam uns aos outros: Que quer isto dizer?” (Atos 2:12).

Podemos fazer a mesma pergunta — “Que quer isto dizer?” — sobre a Bíblia como um todo. Qual é o significado deste livro antigo cheio de histórias surpreendentes? Como devemos entendê-lo? É papo furado – como alguns que estavam presentes no dia de Pentecostes acharam que era? É um mito? É ficção? É profundo?

Alguém poderia argumentar que a pergunta do significado da Bíblia tem sido a pergunta da raça humana por aproximadamente os últimos 1000 anos. Observe as respostas possíveis para esta pergunta.

1.Não significa nada. Esta tem se tornado a conclusão de muitas pessoas no mundo a respeito da Bíblia. Para muitas pessoas, a Bíblia não significa nada. Não tem nenhum significado; é uma relíquia da antiga civilização romana. É simplesmente um texto antigo como o Ilíada de Homero, mas não se dirige à mente ou aos interesses das pessoas de hoje. É um artefato curioso, algo sobre o qual os historiadores podem criar teorias, mas não deve ser levado a sério.

Este argumento da idade da Bíblia é apresentado freqüentemente. A suposição é que não é possível que algo velho seja relevante à nova era em que nós vivemos. Os tempos mudaram, nos dizem, e a vida é diferente. Para tal maneira de pensar faria o mesmo sentido dizer que nós devemos seguir a religião dos egípcios antigos ou dos gregos antigos. Mas ninguém segue estas religiões, porque nós fizemos avanços no nosso modo de pensar e de compreender o mundo a nosso redor. Nós alimentamos perguntas que nem mesmo teriam passado pela mente dos antigos, em parte porque nosso mundo é tão diferente do deles. Assim, nos dizem que a Bíblia não é relevante a nós hoje em dia.

Este argumento não faz uma distinção crucial entre a verdade de um documento e o contexto cultural no qual essa verdade é expressada. Se algo for absolutamente verdadeiro, sua validez não é afetada pelo passar do tempo, pela mudança das culturas, etc. Enquanto a maneira que as pessoas expressam uma verdade possa mudar com a mudança de cultura, a verdade própria continua a mesma. 1 + 1 = 2 a milhares de anos. O fato que esta verdade é antiga, ou que já foi expressada com outros símbolos no passado, não tem nenhum impacto na validade.

Isto não prova que a Bíblia é significativa, mas demonstra que se não pode desprezar a possibilidade da Bíblia ter um significado para nós hoje em dia simplesmente por ela ser um livro antigo.

2. Tem significados múltiplos. Este é o último ataque contra a Bíblia e é a abordagem que está sendo advogada atualmente em nossa sociedade cada vez mais pós-moderna. Pós-modernistas afirmam que nenhum texto tem um significado próprio, isto é que um texto tem somente o significado que uma sociedade ou uma cultura lhe dá. De acordo com tal vista mundana, o significado e a verdade não estão num texto. Em vez disso estão na sociedade; a sociedade em que vivemos cria ou dita o que é a verdade para aquela sociedade. Então os textos são lidos de maneira que refletem o que a sociedade já decretou como verdade. Em tais sistemas a verdade é relativa à sociedade. Uma sociedade pode ler o mesmo texto (tal como a Bíblia) de maneira diferente de uma outra sociedade.

Não há, conseqüentemente, uma verdade absoluta em tal maneira de pensar.

Esta é exatamente a abordagem que está sendo tomada nas centenas de cursos de religião nas faculdades em todo lugar. A Bíblia não é lida para descobrir o que significa. Em vez disso a Bíblia é apresentada como algo que pode significar o que quer que um grupo particular diz significar para ele.

É claro que um texto que possa significar diversas coisas diferentes – até mesmo coisas opostas – também não significa nada. Por isso, esta abordagem à Bíblia é igual à abordagem nº 1, que vimos anteriormente. Chega à mesma conclusão em que nega que a Bíblia tenha qualquer significado inerente que deve chamar nossa atenção hoje. É diferente somente no sentido que os pós-modernistas dizem que, se a Bíblia significa alguma coisa, significa o que nós determinamos em nossa sociedade.

É interessante ver que esta também é a mesma abordagem básica da Bíblia usada em denominações, principalmente entre aqueles que se chamam de evangélicos. O movimento evangélico advoga que muitas igrejas diferentes chamadas de cristãs estão todas proclamando “a verdade”, no entanto aquelas várias igrejas ensinam doutrinas que se contradizem – tudo da mesma Bíblia! O problema com a religião das denominações é que está afirmando, de sua maneira, que a Bíblia realmente não significa nada em si, que a Bíblia não tem um significado inerente. A visão de muitas denominações – de um vínculo de irmandade que atravessa as linhas da doutrina – pratica a idéia de que a Bíblia tem significados múltiplos e, conseqüentemente, nenhum significado.

3. É a verdade de Deus. Há somente uma maneira de fazer sentido do que a Bíblia diz e significa: entendê-la pelo que diz. A Bíblia afirma ser a verdade de Deus entregue uma vez para sempre por meio de Jesus. Como tal tem um significado inerente. As manipulações fantasiosas da Bíblia para promover as preferências ou os objetivos de uma pessoa ou de uma sociedade não mudam isso. A Bíblia significa o que significa se nós aceitarmos ou não, se nós somos honestos com ela ou não, se nós o lemos precisamente ou não. Sim, foi escrita num contexto cultural que não existe há muito tempo, mas isso não afeta a verdade do que nos diz.

No entanto, isso não é a maneira mais popular de ler a Bíblia, porque quando lemos a Bíblia desta maneira corta completamente nossas vidas e nossos corações (Hebreus 4:12) e nos condena por pecar contra Deus. Isto produz um sentido da culpa, que possa ser tão incômodo que muitas pessoas prefeririam encontrar uma maneira de desacreditar e ignorar a Bíblia do que levá-la a sério. Isso não quer dizer que todos que ainda não levam a Bíblia a sério fazem isso por motivos egoístas e maus. Mas pode ser que o medo de enfrentar a verdade faz com que muitos não levem a Bíblia a sério.

Se a Bíblia tem um significado inerente (que no fim é algo que você decide aceitar e acreditar), então cabe a nós ler e estudá-la com cuidado para encontrar e compreender esse significado.

–por David McClister


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