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A solução rejeitada

Antes de Israel chegar à Terra Prometida, após sua fuga da escravidão egípcia, tiveram problemas com aqueles que seriam seus vizinhos e até com aqueles que eram seus parentes.

Os amonitas e moabitas eram descendentes de Ló, e por isso eram parentes de Israel. No entanto, se mostraram inimigos de Israel repetidas vezes. Moisés disse a seu respeito: “Nenhum amonita ou moabita entrará na assembléia do SENHOR; nem ainda a sua décima geração entrará na assembléia do SENHOR, eternamente. Porquanto não foram ao vosso encontro com pão e água, no caminho, quando saíeis do Egito; e porque alugaram contra ti Balaão, filho de Beor, de Petor, da Mesopotâmia, para te amaldiçoar” (Deuteronômio 23:3-4).

Durante o longo período dos juízes e reis, Israel freqüentemente entrava em conflito com os estados vizinhos até o reino do norte, Israel, ser levado ao cativeiro assírio (721 a.C.), para nunca se recuperar. No fim, o reino do sul, Judá, foi levado ao cativeiro babilônico (586 a.C.).

Os samaritanos

Sargão, o rei da Assíria, deportou os judeus do reino do norte, Israel, e colocou pessoas de outros povos no seu lugar. Como resultado, os judeus que ficaram na terra e os estrangeiros que foram levados para lá se tornaram uma raça mista com uma religião mista. “Assim, estas nações temiam o SENHOR e serviam as suas próprias imagens de escultura; como fizeram seus pais, assim fazem também seus filhos e os filhos de seus filhos, até ao dia de hoje” (2 Reis 17:41). Esta raça mista de pessoas ficou conhecida como os samaritanos, devido ao nome do território onde moravam. Apesar de aceitarem o Pentateuco (os primeiros cinco livros do Velho Testamento) e terem construído um templo no Monte Gerizim, havia ódio mútuo entre os samaritanos e os judeus.

Na época de Cristo, uma mulher samaritana lhe perguntou: “Como, sendo tu judeu, pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana (porque os judeus não se dão com os samaritanos)?” (João 4:9). Os judeus mostraram seu ódio tanto de Cristo quanto dos samaritanos: “Porventura, não temos razão em dizer que és samaritano e tens demônio?” (João 8:48). Quando Jesus e seus discípulos entraram numa vila dos samaritanos e eles não quiseram o receber, Tiago e João propuseram que chamassem fogo do céu para consumi-los. Jesus lhes disse: “...o Filho do Homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las. E seguiram para outra aldeia” (Lucas 9:56). Jesus colocou grande honra sobre alguns samaritanos nas lições que ensinava. Ele contou a história do Bom Samaritano que saiu do seu caminho para ajudar o judeu que fora espancado, roubado e deixado quase morto ao lado do estrado de Jericó. O sacerdote e levita havia passado sem oferecer qualquer ajuda (Lucas 10:30-36). Ele também contou dos dez leprosos que curou. Apenas um voltou “e prostrou-se com o rosto em terra aos pés de Jesus, agradecendo-lhe; e este era samaritano. Então, Jesus lhe perguntou: Não eram dez os que foram curados? Onde estão os nove?” (Lucas 17:16-17).

O poder do evangelho que uni

Para cumprir a profecia, a igreja foi estabelecida em Jerusalém no dia de Pentecostes após a ressurreição de Cristo (Isaías 2:2-4; Atos 2). Muitos obedeceram ao evangelho — 3000 (Atos 2:41), 5000 (Atos 4:4). “Crescia a palavra de Deus, e, em Jerusalém, se multiplicava o número dos discípulos; também muitíssimos sacerdotes obedeciam à fé” (Atos 6:7). O crescimento tão rápido e o fato de que até os sacerdotes judeus estavam se convertendo trouxe ressentimento e depois perseguição. Estêvão foi assassinado, e um zelote judeu chamado Saulo “assolava a igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, encerrava-os no cárcere. Entrementes, os que foram dispersos iam por toda parte pregando a palavra. Filipe, descendo à cidade de Samaria, anunciava-lhes a Cristo” (Atos 8:3-5).

Onde Filipe foi? Para esta raça mista de pessoas aos quais os judeus olhavam com desprezo. “As multidões atendiam, unânimes, às coisas que Filipe dizia ... E houve grande alegria naquela cidade” (Atos 8:6-8). Agora os cristãos judeus estavam unidos com os cristãos samaritanos, todos um em Cristo. “Pois todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus; porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes. Dessarte, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa” (Gálatas 3:26-29).

Os muçulmanos

Estes são um povo numeroso que ocupa e controla muitos países, com concentração maior no Oriente Próximo. Sua religião é o islamismo, definido como “uma religião monoteísta caracterizada pela aceitação da doutrina de submissão a Deus e a Maomé como principal e último profeta de Deus”. Dizem que é uma religião de paz. Devido ao ódio fanático – demonstrado em múltiplos atos de terrorismo e na morte de milhares de pessoas inocentes – é difícil achar qualquer medida de paz nesta religião. Se for verdade que o islamismo é uma religião de paz, extremistas e fanáticos entre eles estão dando uma impressão errada de sua religião para o mundo. Se há pessoas pacíficas entre eles, está na hora de elas se mostrarem.

Em Cristo, todas as pessoas, sejam judeus ou samaritanos, sejam judeus ou muçulmanos, podem ser de um coração e uma alma. Deus provou isso através do seu Filho, o Príncipe da Paz. Mas tanto os muçulmanos quanto os judeus têm rejeitado esta maneira. Os muçulmanos preferem odiar o cristianismo, e os judeus, há muito tempo, escolheram negar Cristo, o Filho de Deus e Salvador do homem perdido.

Então as nações que andaram pelo caminho baixo do ódio durante milhares de anos continuam a escolher aquele caminho triste de sofrimento e lágrimas sem fim. Ai! Ai!

–por Billy Norris


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