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O desejo de agradar a Deus

Nossa época é uma de análise e descoberta. Os homens não se contentam em saber que alguma coisa acontece. Eles têm que saber por quê.

Por isso, muitos dos nossos problemas sociais estão recebendo explicações psicológicas. Conseqüentemente dizem que ficar bêbado, roubar e matar são doenças psicológicas. É apenas natural que o comportamento religioso também seja explicado com base sociológica e psicológica. Por isso, pode ser mostrado que os desvios na maioria dos períodos de inovação vêm das classes de pessoas mais ricas. A tendência é virem das classes superiores. A tentação é dizer que os ricos são maus e os pobres são bons. No entanto, uma suposição dessas seria altamente injustificada. Então o que estamos dizendo é que devemos tomar muito cuidado com a maneira que empregamos a psicologia e a sociologia na religião.

A fidelidade de Jó

Antropólogos sempre buscaram colocar o comportamento religioso exclusivamente em aspecto de necessidades sociológicas. Há uma necessidade psicológica e sociológica para a religião; no entanto estas explicações, ou apenas estas necessidades, não explicam comportamento religioso. Há muitas exceções às explicações sociológicas comuns para a religião. Por exemplo, como poderíamos justificar a piedade de Jó numa base sociológica ou psicológica? Ele não era justo porque era pobre visto que também era justo quando era rico. Sua posição social não fez nenhuma diferença na sua justiça. Pense sobre sua situação psicológica. Lá ele esteve, com tudo. Aí, de uma vez, tudo foi tirado dele. Psicologicamente Jó foi colocado numa situação muito difícil. Todas as explicações psicológicas para o comportamento de Jó e para sua confiança em Deus foram tiradas. Jó admitiu que ele não sabia porque Deus havia trazido tal infortúnio sobre ele. Mas ele permaneceu fiel a Deus. Por quê? Por que havia tantas personagens religiosas na Bíblia que eram fiéis a Deus? Porque amavam a Deus e desejavam servi-lo.

Razões para a justiça

Agora quando olhamos as divisões religiosas sobre o uso de música instrumental ou o sustento de instituições humanas pela igreja, vemos que muitas pessoas de classes mais altas e mais ricas se afastam e pessoas de classes mais baixas tendem a permanecer fiéis, Assim, pensarmos que seu comportamento respectivo era meramente devido a posições financeiras e sociais e deixamos de fora a parte mais importante – a justiça diante do Senhor: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos” (João 14:15). Havia pessoas ricas que se opuseram aos instrumentos e outras inovações. Não muitas, mas algumas sim. Por quê? Porque amavam Deus e desejavam guardar seus mandamentos. Sem dúvida era mais fácil para a classe mais baixa, as pessoas mais pobres, resistir a estas inovações, simplesmente porque não tinham o dinheiro para adotá-las; e seus gostos costumavam ser mais simples, mais conservadores e mais rígidos. Mas justificar sua oposição deixaria de fora a parte mais importante da justiça: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos”. É por isso que Abraão rico, Lázaro pobre, Jó rico, Jó pobre, Davi rico, Elias pobre, José de Arimatéia rico e João Batista pobre serviram a Deus. Eles tinham quase nada em comum sociológica ou psicologicamente, mas tinham uma coisa em comum – eles amavam Deus e desejavam servi-lo. Então é óbvio qual influência é a maior – o desejo de servir a Deus ultrapassa as barreiras sociológicas e psicológicas.

Necessidade pela religião

Isso nos leva a uma outra pergunta: E a necessidade pela religião? “Algumas pessoas precisam e outras não.” Esta afirmação deixa muito a desejar. Uma outra afirmação quase certa da idéia seria que algumas pessoas sentem a necessidade pela religião e outras não; mas todos os homens precisam da religião. Os homens, reconhecendo ou não, precisam da Bíblia; e, reconhecendo ou não, precisam tomar muito cuidado para obedecerem a Deus. Devemos lembrar que, muitas vezes, há uma grande diferença entre o que precisamos e o que achamos que precisamos.

“Pregue o evangelho a toda criatura”

É verdade que as pessoas têm tipos diferentes de mentes. Estas diferenças são devidas à herança e ao ambiente. Estas mentes desejam tipos diferentes de religiões, tipos diferentes de atividades mentais. Dizem que não é a missão do evangelista atormentar aqueles de mentes e necessidades diferentes a aceitarem algo que não querem. Isso é verdade. Já aconteceu antes, e o resultado tem sido membros meio-convertidos. No entanto, há uma tendência de levar esta idéia longe demais e usarmos como uma desculpa para não tentarmos converter interessados improváveis. Em outras palavras, apenas converter as almas que “caem do céu”. Mas lembre-se que em Mateus 13 havia tipos diferentes de corações (mentes) e apenas um tipo de mente deu frutos verdadeiros. Apesar disso, a semente foi semeada para todos os corações. O coração que precisava e sabia que precisava da palavra e que a aceitou era o coração que deu frutos. Os outros corações, no fim, foram rejeitados.

Esta é a maneira que devemos proclamar o evangelho hoje. “E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado” (Marcos 16:15-16). Também vamos tomar cuidado em falar sobre o tipo de mente que precisa da religião bíblica para não deixarmos a impressão de que não tem problema se precisarmos dela, assim como não tem problema se não precisarmos dela. Não devemos dar a impressão de que, se a pessoa, por acaso, não tenha a herança e o ambiente certo para criar o tipo certo de disposição mental, então a conversão é impossível. Atitudes podem mudar. Afinal, não é disso que a conversão trata?

–por Bob Waldron


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