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15º de uma série de artigos sobre a evangelização

Problemas especiais ao fazer discípulos

Examine algumas reflexões com respeito à tarefa evangelística recolhidas da obra de Paulo na Ásia em sua terceira “viagem missionária”. A plantação do evangelho em Éfeso, que se tornou o centro de onde o evangelho se espalhou pela província romana da Ásia, revela algumas situações especiais que devemos ter por certo que iremos nos deparar na tentativa de realizarmos a obra do evangelho em nossos dias.

A primeira situação foi aquela enfrentada por Priscila e Áqüila na sinagoga de Éfeso, após saírem de Corinto (Atos 18:24-28). Eles encontraram um homem chamado Apolo, que era eloqüente ou, talvez, culto, que já tinha sido “instruído no caminho do Senhor; e, sendo fervoroso do espírito, falava e ensinava com precisão a respeito de Jesus, conhecendo apenas o batismo de João”. Além do mais, “ele ... começou a falar ousadamente na sinagoga”.

Bom, esse homem já sabia bastante, e este fato não deve ser desprezado. Entretanto, a limitação de seu conhecimento envolveu algumas omissões de grande importância. Imagina-se que ele desconhecia a crucificação (pelo menos, o seu significado), a ressurreição, a ascensão e a coroação de Jesus, e a descida do Espírito no Pentecostes.

Priscila e Áqüila não trataram esse homem como um falso mestre (classe apresentada de modo diferente no Novo Testamento). Nem o desafiaram publicamente na sinagoga, nem deram uma repreensão pública decisiva de seu desconhecimento. Antes, com muita sabedoria, “tomaram-no consigo e, com mais exatidão, lhe expuseram o caminho de Deus”. O resultado desse procedimento foi tornar Apolo, com todos os seus talentos consideráveis, um vigoroso defensor de Jesus como o verdadeiro Messias.

Esse acontecimento prenuncia o tipo de situação com que os obreiros de Cristo Jesus, muitas vezes, têm de lidar, hoje em dia. Muitas vezes, encontramos pessoas que já conhecem bastante sobre Jesus, esforçam-se para servi-lo e, com freqüência, manifestam um comprometimento razoável para com ele, mas não aprenderam toda a verdade sobre o caminho da salvação, nem adoram em espírito e em verdade.

Não creio que seja provável conquistarmos tais pessoas se as abordarmos como “sabichões” arrogantes e autopiedosos. Devemos aproximar-nos deles com humildade, compartilhando o nosso conhecimento das Escrituras e apresentando “com mais exatidão ... o caminho de Deus”. Mas essas pessoas podem até ter algo para nos ensinar, e não nos devemos recusar a aprender o que seja verdadeiro de qualquer mestre. Não precisamos temer que a verdade que venhamos a aprender com um batista, com um metodista ou com qualquer pessoa de outra denominação nos fará um deles. Não é a verdade bíblica que faz deles o que são. E quanto mais entendermos um assunto da Bíblia, qualquer que seja, melhores discípulos de Jesus seremos.

Paulo se viu diante de uma situação aparentemente relacionada em Éfeso – pessoas já batizadas, mas “no batismo de João” (Atos 19:1-7), batismo que anteriormente tinha sentido e validade, mas agora tornou-se obsoleto. A ação do batismo que haviam recebido era exatamente a mesma ensinada por Paulo. Mas o significado e a importância dele eram diferentes. Assim, Paulo teve de ensinar-lhes com mais precisão o caminho de Deus, e foram então batizados novamente, mas dessa vez “em o nome do Senhor Jesus”.

Com tantos equívocos sobre o batismo no mundo de hoje, encontramos muitas pessoas que já foram batizadas, mas com um batismo diferente do que Jesus ensinou, sem obedecer-lhe na verdade. Elas obedeceram ao homem, e não a Deus. Assim, se não estivermos dispostos a crer que mergulhar nas águas – de alguma forma como que mágica – concede o perdão dos pecados sem que a pessoa batizada tenha algum entendimento disso, devemos, como Paulo, ensinar essas pessoas a serem batizadas “em o nome do Senhor Jesus”.

Por fim, o trabalho de Paulo em Éfeso serve de precedente para a resolução de ainda outro problema que ocorre em nossos dias (Atos 19:8-9). O trabalho de Paulo começou, como sempre, na sinagoga, e alguns ali se tornaram discípulos. “Visto que alguns deles se mostravam empedernidos e descrentes, falando mal do Caminho diante da multidão, Paulo, apartando-se deles, separou os discípulos, passando a discorrer diariamente na escola de Tirano.”

O mesmo ocorre hoje. Quem se torna discípulo de Jesus deve separar-se daqueles que são empedernidos e desobedientes, para pertencer integralmente a Jesus e seguir a direção do Mestre, para onde quer que ela possa levá-lo.

–por L. A. Mott, Jr.


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