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A religião daqueles que não se incomodam 

“Eles vêm a ti, como o povo costuma vir, e se assentam diante de ti como meu povo, e ouvem as suas palavras, mas não as põem por obra; pois, com a boca, professam muito amor, mas o coração só ambiciona lucro. Eis que tu és para eles como quem canta canções de amor, que tem voz suave e tange bem; porém ouvem as tuas palavras, mas não as põem por obra” (Ezequiel 33:31,32).

De todas as religiões vãs do mundo, pode ser que não haja nenhuma tão triste quanto a religião dos que não se incomodam. A verdadeira religião envolve lidar com um Deus que mexerá no fundo do nosso caráter danificado pelo pecado com uma visão de cura verdadeira. Deus não se alegra em simplesmente nos deixar como estamos. Se nós o buscamos com um pouco de honestidade verdadeira, conseguiremos alcançar o poder que é a força mais incomodante que existe. É uma força que irá ou transformar-nos em seres, cuja pureza caiba apenas no céu, ou nos levará a uma rebelião contra Deus que pode terminar apenas no inferno. Não há meio-termo. E, mesmo assim, nós brincamos com a religião como se ela fosse uma experiência sem perigos, algo prazeroso no nosso “estilo de vida”, e não uma força transformadora. 

Algumas vezes, simplesmente não vemos o quanto precisamos ser mudados, e reagimos de maneira defensiva à sugestão de que qualquer coisa em nós pode ser insatisfatória. Na verdade, podemos ter algumas falhas e erros, alguns hábitos não produtivos, e até uma ou duas neuroses. Mas arrependimento parece ser uma palavra forte demais para as mudanças que precisamos fazer, e preferimos evangelistas que reconhecem como são respeitáveis as vidas que construímos para nós mesmos. 

Outras vezes, simplesmente vemos a religião como uma experiência “interessante” ou “divertida” (ao invés de transformadora), algo feito para simplesmente aproveitar ou apreciar. Se mudança profunda de caráter é necessária nas nossas vidas, existem a ciência e a psicologia para este propósito, não a religião. Deus, nós pensamos, existe para nos fazer sentir bem (não para nos irritar), e se agradecemos o evangelista de vez em quando por nos corrigir (de maneira educada e delicada, é claro), ainda assim a nossa gratidão é por uma experiência emocional que de alguma maneira nos fez “sentir melhor” por termos sido corrigidos. E, tendo experimentado a religião, seguimos o nosso caminho sem nos incomodar e sem mudar. 

Chega um momento quando as pessoas que andaram experimentando
a religião (“a busca do homem por Deus”) de repente se afastam.
E se realmente o encontramos? Não queríamos realmente chegar neste ponto!
E pior ainda, e se ele tivesse nos encontrado?

(C. S. Lewis)

–por Gary Henry


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