Share Button

Até quando? Deus pergunta aos homens

A pergunta “Até quando?” vem freqüentemente de homens que buscam ajuda ou que procuram entender os atos de Deus (veja o artigo da última edição, Ano 5, Número 3). Mas Deus, também, faz esta pergunta. Geralmente, ele pergunta “Até quando?” para desafiar os homens e fazer eles pensarem sobre as conseqüências do seu procedimento. Consideremos alguns exemplos: 

Aos líderes maus. Deus cobra dos líderes do seu povo, perguntando até quando continuarão com suas mentiras e injustiça. Os falsos mestres na época de Jeremias, como muitos hoje, alegavam ter sonhos e visões de Deus, quando, de fato, falaram as invenções do próprio coração. Deus os repreendeu: “Até quando sucederá isso no coração dos profetas que proclamam mentiras, que proclamam só o engano do próprio coração? ... Eis que eu sou contra esses profetas, diz o SENHOR, que pregam a sua própria palavra e afirmam: Ele disse.... pois eu não os enviei, nem lhes dei ordem; e também proveito nenhum trouxeram a este povo, diz o SENHOR” (Jeremias 23:26-32). Por meio de Asafe, Deus condenou os juízes injustos: “Até quando julgareis injustamente e tomareis partido pela causa dos ímpios?” (Salmo 82:2). 

Aos incrédulos. Deus mostrou a sua frustração com o povo de Israel no deserto: “Até quando me provocará este povo e até quando não crerá em mim, a despeito de todos os sinais que fiz no meio dele?” (Números 14:11). Apesar de todas as evidências que Deus apresentou, o povo ainda recusava submeter-se a ele. E hoje, apesar de todas as provas ao nosso redor, muitas pessoas recusam admitir a existência de Deus. Até quando ele será paciente? 

Aos rebeldes e desobedientes. Deus perguntou ao orgulhoso rei do Egito: “Até quando recusarás humilhar-te perante mim?” (Êxodo 10:3). Aos israelitas, depois de saírem do Egito, Deus perguntou: “Até quando recusareis guardar os meus mandamentos?” (Êxodo 16:28). 800 anos depois, ele olhou para o povo habitando em Jerusalém e disse: “Tenho visto as tuas abominações sobre os outeiros e no campo, a saber, os teus adultérios, os teus rinchos e a luxúria da tua prostituição. Ai de ti, Jerusalém! Até quando ainda não te purificarás?” (Jeremias 13:27). No mesmo livro, perguntou: “Até quando andarás errante, ó filha rebelde?” (31:22). 

Àqueles teimosos que recusam mudar. Uma das grandes frustrações de Deus ao lidar com os homens é a teimosia de homens que recusam mudar os seus pensamentos e o seu comportamento. Israel, depois de séculos de correção e instrução, insistiu em manter as suas práticas idólatras. Deus perguntou: “Até quando serão eles incapazes da inocência?” (Oséias 8:5). Ficaram tão cauterizados pelo pecado que se tornou quase impossível se arrependerem. Jerusalém chegou ao mesmo extremo, e Deus falou: “Lava o teu coração da malícia, ó Jerusalém, para que sejas salva! Até quando hospedarás contigo os teus maus pensamentos?” (Jeremias 4:14). A Sabedoria chama atenção daqueles que recusam a instrução: “Até quando, ó néscios, amareis a necedade? E vós, escarnecedores, desejareis o escárnio? E vós, loucos, aborrecereis o conhecimento?” (Provérbios 1:22). Mas muitos, como Esaú, se entregam tanto às coisas mundanas que não conseguem se livrar de sua loucura (Hebreus 12:17). As conseqüências são gravíssimas: “Porquanto aborreceram o conhecimento e não preferiram o temor do SENHOR; não quiseram o meu conselho e desprezaram toda a minha repreensão. Portanto, comerão do fruto do seu procedimento e dos seus próprios conselhos se fartarão. Os néscios são mortos por seu desvio, e aos loucos a sua impressão de bem-estar os leva à perdição” (Provérbios 1:29-32). 

Aos preguiçosos. O homem foi criado para servir, para trabalhar. Logo no início da existência humana, Deus lhe deu a responsabilidade de trabalhar. Portanto, a preguiça é uma demonstração de rebeldia contra o Criador. Depois de citar o bom exemplo da dedicação da formiga ao seu trabalho, o autor de Provérbios faz estas perguntas: “Ó preguiçoso, até quando ficarás deitado? Quando te levantarás do teu sono? Um pouco para dormir, um pouco para tosquenejar, um pouco para encruzar os braços em repouso, assim sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade, como um homem armado” (Provérbios 6:9-11). 

Esgotando a paciência divina

Deus é longânimo e misericordioso, mas, quando o homem recusa se mudar, ele chega ao limite de sua paciência. Quando os espiões covardes recusaram tomar posse da terra prometida, Deus perguntou: “Até quando sofrerei esta má congregação que murmura contra mim? Tenho ouvido as murmurações que os filhos de Israel proferem contra mim” (Números 14:27). Quando os discípulos de Jesus demoraram em compreender e aplicar os seus ensinamentos, ele expressou a mesma frustração: “Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei?” (Mateus 17:17). 

Restam duas perguntas para cada um de nós: 1. Até quando demoraremos para corrigir erros em nossas vidas? 2. Até quando Deus será paciente conosco?

–Dennis Allan


ESTUDOS BÍBLICOS       PESQUISAR NO SITE       MENSAGENS EM ÁUDIO      MENSAGENS EM VÍDEO     

ESTUDOS TEXTUAIS      ANDANDO NA VERDADE     O QUE ESTÁ ESCRITO?      O QUE A BIBLIA DIZ?

 

O Que Esta Escrito?
 
©1994, ©1995, ©1996, ©1997, ©1998, ©1999, ©2000, ©2001, ©2002, ©2003, ©2004, ©2005, ©2006, ©2007, ©2008, ©2009
 Redator: Dennis Allan, C.P. 60804, São Paulo, SP, 05786-970.

Andando na Verdade
©1999, ©2000, ©2001, ©2002, ©2003, ©2004, ©2005, ©2006, ©2007, ©2008
Redator: Dennis Allan, C.P. 60804, São Paulo, SP, 05786-970

Todos os artigos no site usados com permissão dos seus autores e editoras, que retêm direitos autorais sobre seu próprio trabalho. / 
All of the articles on this site are used with permission of their authors and publishers, who retain rights of use and copyright control over their own work.

Estudos Bíblicos
estudosdabiblia.net
©1995-2015 Karl Hennecke, USA