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O Árbitro

“Porque ele não é homem, como eu, a quem eu responda, vindo juntamente a juízo. Não há entre nós árbitro que ponha a mão sobre nós ambos” (Jó 9:32-33).

A grande necessidade do homem

Com estas palavras Jó mostrou a maior necessidade do homem. Jó fora afligido com a perda de suas posses, seus filhos e, além disso, foi atingido por uma doença repugnante. Seus amigos foram confortá-lo, mas estavam convencidos de que Jó era culpado de algum pecado secreto de grande magnitude, senão Deus não teria permitido que tais coisas acontecessem com ele.

Jó sabia no seu próprio coração que ele era inocente da acusação que Elifaz, Bildade e Zofar fizeram, mas ele não conseguia explicar nem entender a razão do seu sofrimento. Eles achavam que tinham a explicação. Ele sabia que não tinham, mas queria saber.

Aí Jó falou da grande necessidade do homem. Não era possível para um mero homem sentar com Deus no julgamento ou raciocinar com ele de homem para homem; e não havia um árbitro entre os dois que podia colocar as mãos nos dois. Jó viu corretamente a necessidade de haver alguém que pudesse ficar entre Deus e o homem, falar com ambos e tocar ambos. Os caminhos de Deus são tão acima dos caminhos dos homens e seus pensamentos acima dos pensamentos dos homens que há um grande abismo entre os dois (Isaías 55:9). O homem é culpado do pecado (Isaías 53:6; Romanos 3:23), e sua iniqüidade o separou do seu Deus (Isaías 59:2). Deus é tão puro de olhos que não pode ver o mal nem contemplar a opressão (Habacuque 1:13).

A necessidade do homem satisfeita

Este abismo entre Deus e o homem existia até a chegada de Jesus Cristo. Aí havia um árbitro. O Verbo estava com Deus no princípio mas tornou-se carne e habitou entre os homens (João 1:1-3,14). Esse era aquele cujo nome devia ser Jesus porque ele iria salvar seu povo dos seus pecados (Mateus 1:21). Em Filipenses 2:5-8 Paulo dá uma descrição distinta de Cristo estar com Deus e depois encontrar-se de certo modo como um homem, se humilhando e tornando-se obediente até a morte, até a morte de cruz.

Aqui estava o árbitro perfeito. Aqui estava aquele que podia colocar as mãos em Deus e no homem. Ele podia ser tocado com os sentimentos das fraquezas dos homens, pois ele foi tentado em todos os pontos como um homem, porém sem pecado (Hebreus 4:15). Ele podia satisfazer tanto as necessidades de Deus quanto dos homens. É através de Cristo que Deus pode ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus (Romanos 3:26). A justiça exigia que o pecado fosse castigado. Como isso poderia ser feito e o homem ser justificado aos olhos de Deus? Deus não podia passar por cima do pecado e o homem não podia tornar-se justo aos olhos de Deus. Ele carregou nossos pecados na cruz (Hebreus 9:28; 1 Pedro 2:24). Ele sofreu por nós (1 Pedro 2:21). Ele morreu pelos nossos pecados (1 Coríntios 15:3; Romanos 5:6,8); ele deu a si mesmo por mim (nós) (Gálatas 2:20) e aqueles que estavam longes foram aproximados pelo sangue de Cristo (Efésios 2:13).

O pecador alienado tem um árbitro, alguém que está entre ele e Deus, que pode satisfazer as necessidade de ambos pela sua morte e pelo derramamento de seu sangue. Assim, ele abriu o caminho para a salvação do pecador e para Deus ao mesmo tempo ser justo enquanto justifica o pecador. Ele também é o árbitro entre o pecador justificado, o cristão, e seu Deus.

Ele é o nosso grande sumo sacerdote (Hebreus 4:14), nosso mediador (1 Timóteo 2:5) e nosso advogado (1 João 2:1). Ele é o único mediador. Não há nenhum outro (1 Timóteo 2:5). Ele também é nosso intercessor. Nos dias do profeta Isaías não havia um intercessor (Isaías 59:16), mas Deus prometeu que Deus viria a Sião (versículo 20). No Novo Testamento lemos: “Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Hebreus 7:25). Árbitro, mediador, advogado, intercessor — Jesus Cristo é tudo isso. Ele “morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus” (1 Pedro 3:18).

–por Dick Poplin


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