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Bom é estarmos aqui

“Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro e aos irmãos Tiago e João e os levou, em particular, a um alto monte. E foi transfigurado diante deles; o seu rosto resplandecia como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz. E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele. Então, disse Pedro a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, farei aqui três tendas; uma será tua, outra para Moisés, outra para Elias. Falava ele ainda, quando uma nuvem luminosa os envolveu; e eis, vindo da nuvem, uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi. Ouvindo-a os discípulos, caíram de bruços, tomados de grande medo. Aproximando-se deles, tocou-lhes Jesus, dizendo: Erguei-vos e não temais! Então, eles, levantando os olhos, a ninguém viram, senão Jesus” (Mateus 17:1-8).

A transfiguração em alguns aspectos descreve a adoração. A respeito da adoração nós também podemos dizer, “É bom estarmos aqui” porque —

Tira-nos das ansiedades e pressões do mundo. Jesus levou seus discípulos “em particular, a um alto monte”. A respeito de estresse e preocupação, os adoradores aprendem um dos grande princípios da vida: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus” (Filipenses 4:6-7).

Leva-nos a um relacionamento com Cristo. Pedro, Tiago e João estavam com Jesus na montanha. Ele também está com os adoradores na assembléia: “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles” (Mateus 18:20). Quando estamos com Cristo não pode haver companhia melhor. “Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado” (Hebreus 4:15).

Leva-nos à comunhão uns com os outros. Pedro, Tiago e João estavam um com o outro e com Cristo. Naquele relacionamento eles estavam longes das associações moralmente infames do mundo. Depois, Pedro cometeu o erro lamentável de ficar no meio dos inimigos de Cristo. Sob a pressão destas pessoas ele negou que conhecia o Senhor. E depois com o coração quebrantado “saindo dali, chorou amargamente” (Mateus 26:69-75). Noé mostrou que através de uma fé firme é possível morar num mundo corrompido à vista de Deus e ainda ser irrepreensível (Gênesis 6:8-12).

Leva-nos à comunhão com os santos de antigamente. Apesar de terem vividos na terra séculos antes, Moisés e Elias apareceram com Cristo na sua transfiguração. Eles “falavam da sua partida, que ele estava para cumprir em Jerusalém” (Lucas 9:31). O conhecimento da história do Velho Testamento é essencial para nosso entendimento do grande plano de Deus para a salvação, “Pois tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança” (Romanos 15:4). “Estas coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado” (1 Coríntios 10:11). O capítulo onze do livro de Hebreus dá a definição e demonstração da fé – como vistos nas vidas dos santos no período do Velho Testamento.

Dá-nos uma olhadinha da glória. Cristo “ foi transfigurado diante deles; o seu rosto resplandecia como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz” (Mateus 17:2). “Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as coisas” (Filipenses 3:20-21).

Ajuda-nos a corrigir idéias erradas. A idéia de Pedro era construir três tendas, uma para Cristo, uma para Moisés e uma para Elias. Do ponto de vista humano isso parecia ser uma coisa boa a ser feita. Deus rejeitou a proposta de Pedro. Na adoração e no estudo da palavra de Deus aprendemos que os pensamentos e os caminhos de Deus são acima dos nossos assim como o céu é acima da terra (Isaías 55:8).

Ajuda-nos a reconhecer a autoridade de Cristo. Pedro propôs colocar Cristo igual a Moisés e Elias. Ao rejeitar a proposta de Pedro, Deus disse, “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi” (Mateus 17:5). Devemos ouvir Cristo, pois “toda autoridade” no céu e na terra fora lhe dada (Mateus 28:18). Deus “ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais, acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir, não só no presente século, mas também no vindouro. E pôs todas as coisas debaixo dos pés, e para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja, a qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas” (Efésios 1:20-23).

Faz-nos saber o tipo de vida que agrada a Deus. Ele se agradou com a vida que Jesus viveu. “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi” (Mateus 17:5). Devemos ter o sentimento de Cristo em nós. “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (Filipenses 2:5). “Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos” (1 Pedro 2:21).

Desperta-nos da indiferença. Apesar de Pedro, Tiago e João estarem na presença do Cristo glorificado, eles “achavam-se premidos de sono” (Lucas 9:32). O evangelho é “o poder de Deus para a salvação” (Romanos 1:16). Cristo ordenou aos seus discípulos: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16:15). Ao respeito desta ordem hoje em dia estamos premidos de sono – há mais indiferença do que vontade de partir o pão da vida às almas empobrecidas.

Sustenta-nos pela vida. Durante os anos Pedro lembrou-se de estar presente na ocasião gloriosa da transfiguração de Cristo. Anos depois ele escreveu, “Porque não vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo seguindo fábulas engenhosamente inventadas, mas nós mesmos fomos testemunhas oculares da sua majestade, pois ele recebeu, da parte de Deus Pai, honra e glória, quando pela Glória Excelsa lhe foi enviada a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo. Ora, esta voz, vinda do céu, nós a ouvimos quando estávamos com ele no monte santo. Temos, assim, tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vosso coração” (2 Pedro 1:16-19). A adoração nos aproxima a Cristo, à sua glória e às suas bênçãos nesta vida e na vida eterna porvir. Quando os santos se reúnem, bom é estarmos lá.

–por Billy Norris


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