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14º
de uma série de artigos sobre a evangelização Depois da missão apostólica, o lugar mais conveniente para se buscar direção a respeito de evangelismo é o livro de Atos, onde nos é dado um relato do cumprimento da missão pelos apóstolos. De fato, pode-se considerar o uso de Atos numa abordagem histórica para explicar a cristandade aos que a procuram. Eu pensei durante muito tempo que essa abordagem, explicando apenas os desenvolvimentos conforme aparecem historicamente em Atos, tende a dar confiança de que se está tratando corretamente com o material, não manipulando as fontes de modo nenhum, mas apenas olhando para o que está lá. Eu ensino, às vezes, uma lição, cobrindo os quinze primeiros capítulos, que se desenvolve como se segue: Achamos que as ordens de Jesus aos seus apóstolos podem ser resumidas em termos de três categorias principais. Ele ordenou-lhes que fizessem discípulos (Mateus 28:16-20), que pregassem o evangelho (Marcos 16:15-16), e que dessem testemunho de sua ressurreição como a grande demonstração de seu messiado e divindade (Atos 1:8,22). O livro de Atos registra o cumprimento destas ordens, primeiro em Jerusalém e após em todo o mundo do Mediterrâneo. Os apóstolos deram seu testemunho (Atos 2:32; 3:15; 5:32), proclamaram a boa nova (Atos 2:38; 3:19-21) e fizeram discípulos (Atos 6:1-2, 7). Observe que todas as passagens citadas são tiradas do trabalho dos apóstolos em uma cidade. Os primeiros sete capítulos de Atos descrevem o trabalho apostólico em Jerusalém. O que resultou do cumprimento da missão em Jerusalém? Quais eram essas pessoas que aceitaram a mensagem apostólica? O que ela fez deles? Eram judeus, naturalmente, mas isso não diz o bastante. Muitos judeus não aceitaram a mensagem e, mais tarde, muitas pessoas que nem eram judias aceitaram a mensagem, sem nunca se tornarem prosélitos judeus. Aproveite o que puder de Atos 1 - 7. Essas pessoas eram chamadas crentes (Atos 2:44; 4:32). Elas eram discípulos de Jesus (Atos 6:1-2,7), ligando-se a ele na relação explicada em artigos anteriores. Elas eram pessoas salvas, libertadas dos seus pecados (Atos 2:40,47). Pode-se aprender um pouco sobre a adoração dessa gente (Atos 2:42,47) e depois completar o quadro das epístolas do Novo Testamento. Elas não ficaram isoladas umas das outras, mas uniram-se numa comunidade de discípulos, uma igreja (Atos 2:44; 5:11). (Observe as expressões intercambiáveis em Atos 8:1,3; 9:1-2,13-14, todas referentes às mesmas pessoas). Pode-se ler sobre a confraternidade e unidade do grupo (Atos 2:42,44; 4:32-35). Elas não constituíram nenhuma organização denominacional complexa. Elas eram simplesmente comunidades de pessoas que pertenciam a Jesus Cristo. A perseguição dispersou a igreja fora de Jerusalém e a mesma mensagem foi levada pelos discípulos espalhados para Samaria (8:1-24), Damasco (9:1-25), Cesaréia (caps. 10, 11) e tão longe como a Fenícia, Chipre e Antioquia da Síria (Atos 11-19). Observe que os gentios eram recebidos e que não estamos lidando com uma coisa meramente judia. “Em Antioquia foram os discípulos pela primeira vez chamados cristãos” (11:26), um nome apropriado para eles, considerando-se o que era pregado (11:20), a quem as pessoas se convertiam (11:21), como eram exortados (11:23) e a quem eram acrescentados (11:24). Os discípulos em Jerusalém estavam interessados naqueles de outros lugares e reconheciam um parentesco espiritual com eles (Atos 11:22-24), mas ainda nenhuma organização denominacional se formara; somente comunidades locais de discípulos em vários lugares que eram como aquela de Jerusalém, exceto que algumas delas consistiam em sua maioria de pessoas não judias. A primeira jornada de Paulo levou a mesma mensagem através do Mediterrâneo para a província romana da Galácia. Foram feitos discípulos em Chipre, Antioquia da Pisídia, Icônio, Listra e Derbe (caps. 13 - 14). Atos 14:23 aumenta nossa coleção de informações sobre estas comunidades de discípulos. Foram indicados anciãos em cada igreja. Outras passagens dizem quem esses anciãos eram e o que fizeram (veja Atos 20:17 e segs.; 1 Timóteo 3; Tito 1:5-9). As igrejas sentiam um parentesco entre si mas, novamente, não eram organizadas em uma denominação. Cada uma tinha seus anciãos, e isto era até onde a organização das igrejas podia ir sob a direção apostólica. Com muitos gentios tornando-se cristãos, alguns judeus começaram a ensinar que não era suficiente ser apenas cristão; era preciso ser judeu cristão para ser salvo (Atos 15:1-5). Eles teriam transformado o cristianismo numa seita judia como a dos fariseus e a dos saduceus. Os cristãos seriam os judeus que aceitassem Jesus como o Cristo. A posição desses judaizantes é de especial significância nestes dias, quando as pessoas querem ser cristãos batistas, cristãos presbiterianos ou algum outro tipo de cristão. Os apóstolos rejeitaram completamente esses mestres (Atos 15:24) e sustentavam que o Senhor queria que as pessoas fossem apenas cristãos, desembaraçados de sectarismo e livres para segui-Lo aonde quer que isso pudesse conduzi-los. –por L. A. Mott. Jr. |
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