11º de uma série de artigos sobre a evangelização
O discipulado e a palavra do Mestre

Entre as últimas diretrizes que Jesus deu aos seus apóstolos, ao enviá-los ao mundo, estava a ordem: “Fazei discípulos de todas as nações” (Mateus 28:19). Nesta altura da minha exposição sobre a comissão apostólica, estou esforçando-me por reunir e discuitr as passagens do Novo Testamento que esclarecem de algum modo o significado do discipulado. Da última vez, analisamos Lucas 14:25-35. Desta vez passamos para o evangelho de João, que contém três ou quatro passagens de especial importância para o assunto.

Como frisam os léxicos gregos, o emprego que o Novo Testamento faz da palavra mathetes (discípulo) vai de uma referência estreita e limitada aos apóstolos (por exemplo, “os seus doze discípulos” – Mateus 10:1) até o sentido mais abrangente de “toda a multidão dos discípulos” (Lucas 19:37; veja 6:17), às vezes aparentemente encerrando todos os que se ligavam a ele, ouvindo os seus ensinamentos, ainda que o compromisso deles fosse superficial. O evangelho de João distingue essa multidão de discípulos superficiais daqueles que desejavam ser, verdadeiramente, seus discípulos.

Devemos começar no capítulo 6 de João. Observe que a “numerosa multidão” que seguiu a Jesus para o lado leste do mar da Galiléia distinguiu-se no primeiro momento de “seus discípulos” (João 6:2-3,5,8,12 e, especialmente, 16-17, 22- 24). A alimentação milagrosa dos cinco mil estimulou a multidão, cuja conclusão foi que ele era “verdadeiramente, o profeta que devia vir ao mundo” (6:14), com a conseqüência de que “estavam para vir com o intuito de arrebatá-lo para o proclamarem rei” (6:15). Jesus, portanto, agiu rapidamente para separar os seus discípulos desse entusiasmo equivocado, e os compeliu a atravessarem o mar de barco (6:15-21; veja Marcos 6:45). A multidão logo o seguiu, entretanto, e achou Jesus numa sinagoga em Cafarnaum (6:22- 25,59). Mas Jesus reconheceu a motivação materialista no ato de o buscarem (6:26), e o ensino que se seguiu na sinagoga tratava da verdadeira natureza de sua missão e obra, tendo o efeito de desafiar a profundeza do compromisso desse povo, peneirando a multidão.

A multidão tropeçava com a noção de um Messias que daria sua vida para conceder vida eterna aos que o recebessem (6:48-59). Queriam o pão físico que sustentaria a vida por um momento. Eles não queriam, de forma alguma, o pão pelo qual poderiam viver para sempre. 

Na grande crise resultante, a palavra discípulo é aplicada num sentido mais
abrangente (6:60-61,66). Apesar dos maiores esforços de Jesus, “muitos dos seus discípulos o abandonaram e já não andavam com ele” (6:66).

O abandono foi tão completo que Jesus até se voltou aos doze com a triste pergunta: “Porventura, quereis também vós outros retirar-vos?” (6:67). Mas Pedro foi rápido em responder: “Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna(6:68). 

Eu trouxe você até aqui para concluir que os verdadeiros discípulos têm um compromisso de todo o coração com as palavras de vida de Jesus Cristo. Encontraremos essa conclusão expressa em tantas palavras quando lemos João 8:31.

Dessa vez, o conflito de Jesus com os judeus aconteceu na Judéia. O assunto era, mais uma vez, a missão e a natureza de Jesus. João diz que “muitos creram nele” (8:30). Agora escute: “Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (8:31-32).

Observe: esses crentes eram crentes não-salvos — ainda não estavam “ livres”. Eram escravos do pecado, como Jesus continua explicando (8:33-34). Os que afirmam que aquele que recebe a vida eterna por meio de uma crença interior, que não incluiu atos de obediência, devem prestar atenção. 

Observe, também, que os verdadeiros discípulos agem de acordo com a palavra de Jesus. Aliás, andar de acordo com a palavra é uma condição para sermos discípulos verdadeiros”. 

Então devemos dizer sem rodeios, arriscando até ofender alguns, que os que tomam o nome “cristão” devem ser discípulos de verdade. Aqueles que defendem a salvação sem cumprir a vontade revelada por Deus não tem nenhum direito de se chamar cristãos. Os “discípulos” foram chamados de cristãos nas Escrituras (Atos 11:26).

Se esses defensores da “graça fácil” são ignorantes, devem aprender. Se estão fingindo, devem ser condenados. Qualquer que seja o caso, devem arrependerse ou enfrentar o julgamento despreparados.

por L. A. Mott, Jr


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