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Se alguém fala

“Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus...” (1 Pedro 4:11). Essa é a maneira de Deus falar: “fale onde a Bíblia fala e cale-se quando ela silencia.” Não temos direito de falar sobre assuntos espirituais a menos que possamos fazê-lo com a autoridade de Deus “para que, em todas as coisas, seja Deus glorificado, por meio de Jesus Cristo” (1 Pedro 4:11b).

Qualquer que seja a autoridade que estejamos usando é o padrão pelo qual medimos se um ato é certo ou errado. Presbíteros e pregadores que se equivocam nos assuntos, que expressam dúvida sobre a veracidade de alguma escritura, ou que raramente permitem às Escrituras falar em suas reais decisões, produzem membros espiritualmente fracos. Membros espiritualmente fracos quase sempre se tornam membros moralmente fracos.

Atos religiosos precisam ser medidos pela autoridade de Deus; a autoridade dele é a única que conta. Ele tem a autoridade e assim sua palavra tem autoridade: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” disse Jesus em sua oração a seu Pai (João 17:17). Pedro acrescentou que “... pelo seu divino poder, nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para sua própria glória e virtude” (2 Pedro 1:3). Aqueles que dizem que não importa o que cremos estão fundamentalmente desorientados e confusos. Pois, se não importa o que cremos, importa se cremos?

O direito de dizer uma coisa ou de fazer uma coisa tem que vir de Deus. “Autoridade”, do ponto de vista do homem, significa o direito de agir. Nós não “estabelecemos” esta autoridade, no sentido de instituí-la. Isto é negócio do Senhor e ele já o fez. Nossa tarefa é averiguar ou descobrir a autoridade que ele estabeleceu. Temos que descobrir a autoridade de Deus antes que um ato possa ser certo. 

Há sete coisas que dificultam o descobrimento da autoridade e nos impedem de falar as “declarações de Deus”: 

1. Baixa prioridade para a leitura da Bíblia. Permitimos que coisas demais nos distraiam da leitura constante das Escrituras. Se a Bíblia contém “todas as coisas que conduzem à vida e à piedade” (2 Pedro 1:3), mal podemos ignorá-la ainda que por um dia. As igrejas são fortes onde a leitura diária da Bíblia é encorajada e onde a leitura pública das Escrituras é praticada (1 Timóteo 4:13).

2. Falta de conhecimento pessoal, objetivo. Em Oséias 4:6, Deus diz, “O meu povo está sendo destruído porque lhe falta conhecimento”. Sempre foi a falta de conhecimento aplicado que fez com que Israel cometesse  suicídio espiritual. Pode-se estar certo de que se trata de falta de conhecimento bíblico sólido quando se ouve o seguinte:

  • Quando a opinião é posta no lugar do estudo bíblico sólido. Em vez de dizer, “Como Paulo disse...” dizemos, “Eu penso...” Há um lugar para opinião, porém não quando é para descobrir a autoridade de Deus. 

  • Quando confiamos em ensinamento passado, em vez de estudo recente. Não há nada de errado com a lembrança de bom ensinamento do passado, mas precisamos constantemente revisar e refrescar nossas mentes.

  • Quando colocamos sentimentalismo no lugar de fé. Dizemos “Eu sinto...” em vez de “Eu sei...”

  • Quando confiamos no conhecimento de outras pessoas. Conhecimento emprestado do ponto de vista de outras pessoas, em vez de aprendido por nós mesmos. Eu tenho realmente ouvido pessoas dizerem: “Eu creio em qualquer coisa que o irmão Fulano disser sobre o assunto”. É perigoso e tolo depositar tal fé em qualquer homem. 

  • Quando seguimos pontos de vista adotados, porém nunca confirmados pessoalmente. “Eu não sei, mas meu pregador diz...” “Meu pai me ensinou... que é bom para mim!” “Se for bom o bastante para mamãe.” Não há autoridade no homem; tudo se baseia em Deus. 

3. Satisfação com respostas preparadas ou dirigidas, preenchimento de espaços em branco ou respostas múltipla escolha, em vez de pensar cuidadosamente sobre os assuntos. Em Marcos 12:24, Jesus disse aos saduceus que eles não entendiam nem as Escrituras, nem o poder de Deus. Se um professor numa aula bíblica, numa igreja média, perguntar o que “graça” significa, ele provavelmente receberá a resposta, “favor não merecido”. Mas o que é favor não merecido? E é isto tudo o que significa? Nossa palavra deve ser sempre com “favor não merecido”? (Colossenses 4:6).

4. Colocar a tradição em lugar da verdade (João 5:39-40; Mateus 15:1-8). Igrejas freqüentemente têm práticas de costume (horários de estudos, seqüência do culto, etc.) que poderiam ser mudadas sem contrariar a verdade. 

5. Sentir-se confortável com “religião empacotada”   pensamento denominacional ou afiliação a uma “igreja certa” – em vez de fé pessoal. Muitos irão para o inferno porque deram à busca da “igreja certa” pouco ou nenhum pensamento (eles ignoraram autoridade neste assunto). Por outro lado, nenhuma alma entrará no céu porque estava numa igreja forte. A igreja local é designada a assisti-lo em seu esforço para satisfazer seu natural desejo de justiça pessoal (Mateus 5:6), não para se tornar um substituto para isso.

6. Arrogância e orgulho. Há alguns que pensam que sabem tudo. Eles estão acima do estudo de suas lições, porque “já sabem”. Eles justificam a falta de estudo e de participação em aulas especiais porque são “experientes”. Nenhuma aula e nenhum professor tem bastante capacidade para ensinar-lhes, porque já sabem de tudo. Eles são orgulhosos até a medula e esse orgulho os levará à sua destruição pessoal (Provérbios 16:18; 18:12). A arrogância rapidamente se torna ignorância (Hebreus 5:11-12). Como pode alguém olhar para a Bíblia e dizer, de cara limpa, “Não tenho mais nada que aprender.” Isso é extrema ignorância.

7. Desonestidade e motivos ocultos. Os escribas e fariseus eram notórios por tentarem pegar Jesus em armadilhas. Eles vieram em várias ocasiões para “testá-lo”. Há irmãos que nasceram com o mesmo espírito. Quando fazem uma pergunta, é para obter uma vantagem, vencer um ponto, não é para descobrir a verdade. Se nosso alvo principal é vencer uma argumentação, dizer o que queremos, justificar nossa opinião, validar um ato ou sentir bem conosco mesmos, nunca descobriremos o que Deus quer que façamos.

Conclusão

Nossa meta para entender autoridade é compreender que Cristo tem tudo para isso. Jesus disse, “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra” (Mateus 28:18). Este é o ponto. Quando falamos, precisamos falar como as próprias declarações de Deus, porque é somente quando falamos como a Bíblia fala que falaremos “com autoridade”.

– por David Posey


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