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Filhos de Abraão Jeová disse repetidamente aos israelitas que eles eram um “povo escolhido”, um povo de “propriedade especial” de Deus (Êxodo 19:5-6; Deuteronômio 7:6), e estas mesmas expressões são aplicadas ao povo de Deus em Cristo, Israel espiritual (1 Pedro 2:9; Tito 2:14). Aqueles que obedecem ao chamado do evangelho, que vêm para a comunhão com Deus em Jesus Cristo, são o povo de Deus num sentido “especial”. Estudantes da Bíblia (ou mesmo da História secular) estão cientes de que muitos dos judeus estavam exaltados em orgulho por um tratamento especial – que eles chegavam a ver sua posição como superior em virtude de linhagem – e esqueciam de que sua raça fora desenvolvida e escolhida por um propósito específico, isto é, para trazer Cristo ao mundo (Gênesis 12:3; Gálatas 3:16-29). A responsabilidade individual e nacional de ser fiel a Deus era obscurecida por orgulho de “identidade”. “Temos por pai a Abraão” (Mateus 3:7-9), uma “identidade” que se tornara somente externa, e perdera seu significado interior e verdadeiro. Se os judeus, e aqueles que declaram ser israelitas espirituais, lerem Deuteronômio 7:7-8, esta afirmação significativa desanimaria o falso orgulho. “Não vos teve o SENHOR afeição, nem vos escolheu porque fôsseis mais numerosos do que qualquer povo, pois éreis o menor de todos os povos, mas porque o SENHOR vos amava e, para guardar o juramento que fizera a vossos pais, o SENHOR vos tirou com mão poderosa e vos resgatou da casa da servidão, do poder de Faraó, rei do Egito”. Deus não os escolheu por serem numerosos. Israel, vocês eram o menor de todos os povos; cristãos, vocês estavam perdidos no pecado, sem esperança, quando Cristo morreu por vocês (Romanos 5:8; Efésios 2:1,11-13). Quão facilmente o homem esquece sua dependência de Deus! A igreja cresce e louvamos o produto da misericórdia, em vez do Deus que tornou a igreja possível. Somos escolhidos porque Deus amou suas criaturas; amou-as tanto que deu seu Filho para morrer pelos pecados delas (João 3:16). Quantas vezes usamos esta passagem para algo que não seja uma refutação do erro da “fé somente”? Foi o amor de Deus pela humanidade caída que iniciou sua aliança e promessas a Abraão – que uma nação especial seria construída e que em seu descendente (singular, Cristo) seriam “abençoados todos os povos” (Gálatas 3:8-16). A passagem em Deuteronômio 7 conta aos judeus que eles eram os “escolhidos”, não para glorificação de uma raça, mas para a bênção de todos os povos em Cristo. Precisamos lembrar incessantemente o povo de hoje que ele também foi escolhido e preparado para um propósito específico: glorificar e promover aquele Cristo que os judeus “escolhidos” deram ao mundo. E esta “nação” pode perder seu significado espiritual; seus cidadãos, exaltados com orgulho por exterioridades, podem perder completamente seu propósito. “Somos a igreja”, alguém brada; e eu ouço o eco. “Temos Abraão por nosso pai!” Aprenderemos jamais que ser “fiel ao partido” ou “permanecer com o edifício” não é o mesmo que ser fiel a Cristo? –por Robert Turner |
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