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A superioridade de Cristo O livro de Hebreus argumenta que Cristo é superior em todas as coisas. Cristo como o nosso Grande Sumo Sacerdote é superior ao sacerdote que oficiava no sistema levítico. A aliança de Cristo é superior à Velha Aliança dada aos judeus no Sinai. Cristo é maior que Moisés e Arão. Estes argumentos têm o propósito de levar à conclusão de que a salvação que Cristo fornece (já que é predicado no seu próprio precioso sangue e não no de bois e bodes) é certamente grande (Hebreus 2:1-4). Se ignorarmos ou “neglegenciarmos” esta grande salvação, seria para a nossa própria ruína espiritual. Cristo também é superior aos anjos, que é o tema de Hebreus 1:4-14. Os anjos são destacados no Velho Testamento. Geralmente pensamos em anjos como mensageiros de Deus; serviam para este propósito (Gênesis 19:1-22). Daniel fala de Miguel (Daniel 12:1-2). Os anjos têm um papel de destaque em muitas religiões do Oriente. Os pergaminhos do Mar Morto sugerem que os antigos especularam a respeito do papel dos anjos no serviço de Deus. Nos tempos do Novo Testamento, o louvor dos anjos evidentemente se tornou um problema, provavelmente em parte pelo gnosticismo (Colossenses 2:18). Os anjos têm (e tiveram) a ver com o ensinamento de Paulo em 1 Coríntios 11. Hoje, o movimento da Nova Era novamente deixou populares os anjos; são o foco de muitos livros e alguns filmes. Que lugar que os anjos ocupam em Hebreus? Primeiro, Cristo é melhor que os anjos: "quanto herdou mais excelente nome do que eles" (1:4). A exaltação pela mão direita do Pai marca Cristo como maior que os anjos. Além disso, o seu nome é maior. Neste contexto, isso parece se referir, como cita o versículo, ao fato de Cristo ser identificado como o Filho (confere Filipenses 2:9-11, onde se usa Senhor). Enquanto esteve na terra Jesus era claramente o Filho (Hebreus 5:9), mas nesta posição exaltada de honra, Jesus é mostrado muito acima dos anjos; ele é classificado ou renomado acima dos anjos. O Pai jamais falou aos anjos: “Tu és meu Filho, eu hoje te gerei” (1:5). Esta é uma citação de Salmo 2:7, que fala do triunfo do Rei sobre seus inimigos. Paulo, em Atos 13:33, aplica a passagem de Salmos à ressurreição de Cristo dentre os mortos. Não só o nome de Cristo é acima do dos anjos, como também é a sua própria essência. A sua divindade foi demonstrada na sua ressurreição da sepultura (confira Romanos 1:4). Nenhum anjo poderia alegar isso. Segundo, alguma vez o Pai disse a respeito de um anjo: “Eu lhe serei Pai, e ele me será Filho”? Não, mas ele disse isso sobre Cristo (1:5). Esta citação do Velho Testamento é de 2 Samuel 7:14. O rei Davi pediu permissão para construir uma casa apropriada para Jeová. Depois de negar a Davi, o Senhor disse que um dos descendentes de Davi se levantaria e que o seu reino seria estabelecido para sempre. Sim, o filho de Davi, Salomão, mais tarde construiria o templo em Jerusalém; Deus lhe seria pai. Mas o cumprimento final não poderia ser separado de Cristo, o Filho, que senta no trono de Davi (confira Atos 2:29-36). Poderiam os anjos fazer tal alegação de superioridade? Não, porém Cristo alega. Ele é digno? Devemos ouvi-lo? Os receptores originais do livro de Hebreus precisavam ser lembrados da superioridade de Cristo. Nós precisamos ser relembrados da mesma forma hoje também. – por Randy Harshbarger |
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