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Senhor
ensina-nos a orar” (20º de 24 artigos)
Pão nosso de cada dia dá-nos hoje
Aterceira
petição do modelo de oração em Mateus seis diz:
“O pão nosso de cada dia dá-nos hoje”. É,
provavelmente, a petição mais conhecida, na mais conhecida das orações.
Deus dá através de seu mundo natural criado. Desde o tempo de Noé, Deus tem
prometido “...não deixará de haver
sementeira e ceifa...” (Gênesis 8:22).
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Dependemos
de Deus. Um visitante estava admirando uma fazenda bem cuidada de um
amigo. “Deus e você fizeram um belo trabalho neste lugar”, comentou o
visitante. “ Estou admirado como tudo está bonito”. O fazendeiro
respondeu rispidamente: “Você deveria tê-lo visto quando Deus cuidava
dela sozinho. Não era nada mais do que carvalho mirrado e amoreiras
silvestres”. Todos ouvimos este rebaixamento da divindade, e talvez
tenhamos notado a brecha no raciocínio do fazendeiro. Quando Deus cuidava,
ele mesmo, do mundo, ele era “muito bom” (Gênesis 1:31). O homem é
quem fez a desordem em todas as coisas. Em todo lugar, as populações estão
explodindo. Fazendeiros estão cortando e queimando florestas para fazer
plantação numa terra que só permanece fértil por pouco tempo, antes de
se tornar deserta. O mau uso está arruinando a terra. A fome está no mundo
porque o homem governa as coisas a seu modo ignorante, egoísta. O cristão
sabe disto, e reconhece sua dependência de Deus. É Deus quem dará a
capacidade para ganhar, a possibilidade de germinação e o crescimento das
plantações, e a habilidade para destruir. Ainda que possamos trabalhar com
nossas mãos (Efésios 4:28), entendemos que nosso trabalho não apaga a
realidade da dádiva de Deus. “Se o
Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo”
(Tiago 4:13-17).
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Dependemos
de Deus diariamente. O Israel antigo recebia o maná diariamente.
Isto era para humilhá-los e prová-los. Deus queria que eles aprendessem
que eram dependentes dele. O homem vive
“de tudo o que procede da boca do Senhor”
(Deuteronômio 8:2-3). Israel fracassou miseravelmente em aprender a lição.
Sua descrença e falta de confiança em Deus fizeram com que fossem
ignorantes do propósito de Deus. Ouçam o ponto de vista deles sobre o propósito
de Deus. “E por que nos traz o Senhor
a esta terra, para cairmos à espada e para que nossas mulheres e nossas
crianças sejam por presa?” (Números 14:3). Se eles tivessem
reconhecido e apreciado o cuidado diário de Deus, não teriam deixado de
entender a meta final de Deus.
Nossa abundância de boas coisas
faz-nos deixar de apreciar o cuidado diário de Deus. Tornamo-nos cristãos
mimados. Somos iguais à criança do segundo ano escolar que se queixava por não
ter um aparelho pessoal de televisão e de telefone. “Todos os meus amigos os
têm em seus quartos”, ela reclama.
Nossa abundância fez com que víssemos
luxos como necessidades. A maioria de nós não sabe nada de pobreza. Nunca
duvidamos do aparecimento de nossa próxima refeição, nem tememos o frio por
causa de nossas roupas esfarrapadas. A idéia de “pão de cada dia”
fornecido “neste dia” é estranha a nós. Um menino da Tailândia vivia
comigo quando cursava o ensino médio. Sua mãe o abandonou depois de trazê-lo
a este país. Quando era um jovem banco de praça, ele pedia esmolas. Tudo o que
era posto na sua tigela era o que ele comia naquele dia. Seu pão vinha numa
base diária. Vivemos na mesma base. Ainda que tenhamos três refeições por
dia, uma lavadora de pratos, dois carros, uma casa de verão, isso pode ir
embora amanhã. “Observaste o meu servo Jó?”
Jó conhecia a pobreza. Ele tinha bois arando, servos servindo,
ovelhas sendo criadas, camelos trabalhando, filhos e filhas regozijando e tinha
boa saúde. Em um dia tudo se foi (Jó 16:22). Dependemos de Deus diariamente.
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Dependemos
de Deus diariamente para o pão. Oramos por tais preocupações
espirituais como perdão, crescimento espiritual, e pelo irmão arrependido.
Assim é que deveria ser, mas vemos nossa dependência de Deus para as
necessidades físicas? Deus supriu Elias de alimento e repouso (1 Reis
19:48). Ele deu a Paulo passagem segura para Roma, apesar de uma tempestade,
sua vida sendo ameaçada pelos soldados, por um naufrágio, e ao ser mordido
por uma serpente (Atos 27; 28). Deus está interessado em nosso bem-estar
fisico, assim como nosso progresso espiritual. Certamente nosso “pão
de cada dia” está incluído na “toda
boa dádiva” de Tiago 1:17.
Sim, é pelo pão diário que oramos,
porque é pela graça de Deus que comemos e vivemos cada dia. Entendendo nossa
total dependência de Deus, estamos contentes “tendo
sustento e com que nos vestir” (1
Timóteo 6:8).
–por
Robert H. Bunting
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