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Senhor ensina-nos a orar” (19º de 24 artigos)
“Venha o teu reino, faça-se a tua vontade”

A segunda petição do modelo de oração é para ser considerada sob uma luz bem diferente das outras seis, porque, em certo sentido, foi cumprido. Jesus, aqui, provavelmente adotou a oração judaica frequente pela vinda do reino do Messias. Até mesmo a mulher samaritana sabia que o Messias chamado Cristo estava vindo (João 4:25), mas ela e os discípulos dele, como muitos nos dias de hoje, tinham algumas incompreensões sérias sobre a natureza de seu reino. Por exemplo, a mãe de Tiago e João pediu a Jesus lugares de honra para seus filhos no reino (Mateus 20:21), e outros queriam pegá-lo a força e fazer dele um rei (João 6:15).

Para ensinar-lhes a respeito da natureza do reino, Jesus ensinava a seus discípulos muitas parábolas, algumas das quais foram registradas em Mateus, capítulo 13. Numa dessas parábolas, ele descreveu o reino como uma rede lançada ao mar (versículo 47-50). O lançamento da rede representa a pregação do evangelho, a palavra do reino (versículo 19). Quando Jesus chamou Pedro e André para serem apóstolos, eles estavam literalmente lançando uma rede no mar, e ele lhes disse: “Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens” (Mateus 4:18-19). O arrastão final da rede para a praia representa o dia do julgamento, quando todos aqueles que não obedeceram a palavra serão separados dos justos e lançados “na fornalha acesa” (Mateus 13:48-49).

Esta “rede” foi “lançada ao mar”, em Atos capítulo 2, e aqueles que “aceitaram a palavra foram batizados… acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos”. Assim foi o reino do céu estabelecido na terra e veio com poder, como havia sido previsto em Marcos 9:1. É neste sentido que J.B. Coffman afirma: “Se alguém limita estas palavras (venha o teu reino) ao seu significado óbvio, primário e original, elas não fazem parte de uma oração atualmente”. Ele vai adiante, dizendo: “Contudo, uma palavra de precaução deve ser observada. Estas palavras podem ser, e sem dúvida são, capazes de outro significado”. Consideremos este outro significado.

Então, acrescentou: Eis aqui estou para fazer, ó Deus, a tua vontade” (Hebreus 10:9). “Não seja, pois, vituperado o vosso bem. Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Romanos 14:16-17). Justiça, paz e alegria são frutos do Espírito, um resultado da fé e da obediência à vontade de Deus. Permitimos ao reino do céu entrar em nossos corações e vidas quando nos submetemos humildemente em obediência à vontade de Deus. Quando obedecemos ao evangelho, somos transportados “para o reino do Filho do seu amor” (Colossenses 1:13).

A terceira petição do modelo de oração não está deslocada da seguinte.“Faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu” deverá ser uma oração fervorosa nos corações e lábios de todos os que mais queiram ver o céu e ir para lá quando sua vida terminar. Jesus diz: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6), e: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos” (versículo15).

Como é feita a vontade de Deus no céu? Jesus está no céu com Deus (Atos 1:11; Hebreus 4:14) e ele faz a vontade de Deus perfeitamente (Lucas 22:42; 2 Coríntios 5:21). O Espírito Santo faz a vontade de Deus perfeitamente (João 16:13; 1 Coríntios 2:9-13). Os anjos do céu fazem a vontade de Deus perfeitamente, porque se não a fizerem serão lançados fora (2 Pedro 2:4). As quatro criaturas vivas cantam: “Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, que é e que há de vir” (Apocalipse 4:8). Os 24 anciãos adoram-no e depõem suas coroas diante dele (versículo 10). A vontade de Deus é cumprida plenamente, sem mácula ou defeito, no céu.

Como então podemos nós que estamos na terra fazer a vontade de Deus até este ponto? A resposta é: deixando seu reino reinar em nossas vidas enquanto nos submetemos a sua soberania, poder real, e domínio. Sendo seus filhos, podemos pedir seu perdão e ser puros e santificados diante de seus olhos. “Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hebreus 4:16).

por Bobby Hall


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