"Senhor, ensina-nos a orar" (17º de 24 artigos)
Pai Nosso, Que Estás nos Céus

Através de toda a grande mensagem da montanha, Jesus ressaltou a relação íntima que seus discípulos deveriam ter com um Deus pessoal.  Nunca isso é visto tão claramente quanto em seu uso do termo "Pai". Quatorze vezes no sermão ele usa a relação mais pessoal conhecida pelo homem (relação entre pai e filho) para descrever a intimidade que deveria existir entre Deus e os cidadãos do seu reino.

"Portanto, vós orareis assim: Pai nosso…." Jesus não está aqui falando da relação universal que todos os homens têm com Deus, por meio da criação, como no caso de Atos 17:28-29. Pelo seu uso do "Pai nosso", ele fala daquela relação especial estabelecida pela fé e continuada pela submissão à vontade divina (Mateus 7:21). Esta é a oração do discípulo. Esta é a oração do "filho de Deus" renascido. Somente aqueles que receberam o evangelho do reino são previlegiados para orar "Pai nosso.…"

O grande valor desta oração é que ela define imediatamente todas as relações na vida.

Ela estabelece nossa relação com o mundo invisível. O mundo pagão está cheio de muitos deuses, todos os quais são vistos como ciumentos, rancorosos e hostis. Todos os deuses precisam ser aplacados, contentados e pacificados. O resultado é óbvio: o adorador de múltiplos deuses vive no temor de omitir um deus (Atos 17:23) e, como resultado, é assombrado pela religião, em vez de ser ajudado. Contudo, o cristão sabe que há um Deus: Um Deus que tem o coração terno, amoroso, de um "Pai". Em vez de tremer de medo diante de um bando de deuses mal-humorados, encontramos descanso no amor e cuidado de nosso Pai.

Ela define nossa relação com o mundo visível. A vida é dura. Há crises e mudanças que desafiam a nós todos. Como posso agüentar? Como posso sobreviver às tempestades da vida? A resposta é encontrada nas duas primeiras palavras desta oração:"Pai nosso". Tudo se torna mais brilhante e mais suportável quando sei que há alguém a quem posso recorrer por cada temor, cada ferimento, e cada decepção (1 Pedro 5:7).

Ela estabelece nossa relação com nossos irmãos. Jesus nos lembra que Deus é "Pai" de nós todos: "Pai nosso…" Esta própria frase deverá eliminar o egoísmo no reino. O mesmo Pai que cuida de mim, cuida também de você. O resultado, como poderia eu ter sentimentos de amargura e ódio para com aqueles que partilham a mesma relação que eu? Você vê, a única coisa que nos torna irmãos é que temos um Pai em comum.Abençoado seja nosso laço mútuo. Ele nos liga por causa daquele que é o " Pai nosso".

Ela define nossa relação conosco. Não posso falar por você, mas sou o pior crítico de mim mesmo. De fato, é muito fácil cair em cima de si mesmo. Você percebe o que Jesus está dizendo? Deus lhe devolverá seu respeito próprio! Você pode pensar que é um João-ninguém sem valor, que você não interessa a ninguém. Jesus diz: "Você está errado! Deus se importa com você!" Que emoção saber que Deus me conhece e me ama! E que eu posso chamar por ele a qualquer hora.

Então Jesus acrescentou: "Pai nosso, que estás nos céus…" Isso ressalta duas grandes verdades sobre Deus.

A primeira é a santidade de Deus. É fácil tornar sentimental toda a idéia da paternidade. É fácil ver a figura de Deus como um pai complacente que fecha os olhos aos pecados de seus filhos. Nosso Pai não é assim. É verdade, ele é amoroso, cuidadoso e clemente, mas é também nosso Pai "que estás nos céus". O céu é um lugar de santidade porque Deus é santo (1 Pedro 1:14-16). Nosso Pai não deixa o pecado impune. Ele não tolera a desobediência de seus filhos. Sua santidade exige que sejamos santos.

A segunda é o poder de Deus. Todos conhecem em primeira mão as frustrações do amor humano, seja ele do pai com um filho desviado, ou da esposa com um companheiro irresponsável. Em todos os casos de amor frustrado, voltamo-nos para nosso pai "nos céus". O fato de ele estar "nos céus" prova que há um poder maior do que é possível na terra (Efésios 3:20). "Pois nada é impossível para Deus". Jamais esqueça que por trás de seu amor infinito há um poder invencível.

"Ore, então, assim: Pai nosso que estás nos céus…" Um começo simples para uma oração simples. Que previlégio é ser seu filho!

-por Wilson Adams

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