| Progridem
Ainda Mais
Quando é ser religioso o suficiente? Ou quando é ser espiritual o suficiente? É o suficiente, como cristão, ser uma pessoa moral? É o suficiente estar envolvido no trabalho do Senhor? É o suficiente amar os meus irmãos e andar de maneira que agrade a Deus? Quando escreveu aos tessalonicenses, Paulo observou que já andavam de maneira que agradava a Deus (1 Tessalonicenses 4:1). E quanto ao "amor fraternal", não havia mais a necessidade de ensino, pois já o estavam praticando "para com todos" (1 Tessalonicenses 4:9-10). No entanto, em relação tanto ao seu caminhar que agradava a Deus quanto ao seu amor uns para com os outros, Paulo os encorajou a "progredirdes cada vez mais" (4:1, 4:10). E mais tarde, ele usou a mesma palavra que traduz esta expressão para dizer aos coríntios que precisavam ser "abundantes na obra do Senhor" (1 Coríntios 15:58). Pareceria, a partir destes textos, que a resposta a nossa pergunta de quanto seria o "suficiente" é que não podemos fazer o suficiente. Não importa o quanto o nosso caminhar agrade ao Senhor, não importa o quanto nós amemos os nossos irmãos, não importa quanto trabalhemos para o Senhor, podemos -e devemos- progredir ainda mais! Padrões inferiores à excelência Há duas filosofias comuns pelas quais as pessoas de pensamentos carnais vivem. A primeira é a de fazer o mínimo possível! Esta filosofia pergunta, "O que posso fazer a menos?" e o seu padrão é o mínimo absoluto. A segunda filosofia é a de se comparar às outras pessoas! Esta filosofia diz: "Pelo menos sou melhor do que a maioria!" O seu padrão são as ações dos outros. Estas filosofias não devem afetar o povo de Deus, mas, com muita freqüência, é isto que acontece! Há vezes que aceitamos o mínimo possível em nós mesmos e em nossas famílias, e há vezes que esperamos apenas o mínimo possível uns dos outros. Mas pior ainda do que isto, há vezes em que caímos na armadilha de comparar as nossas famílias ou nós mesmos com os outros, e nos confortamos com o fato de que, pelo menos, somos "melhores que a maioria". Porém o pior de tudo é que, às vezes, nós (que alegamos ser o povo de Deus) nem alcançamos os padrões do mundo! Como podemos esperar agradar a Deus agindo assim? Escute! Quando aceitamos o "mínimo possível", rebaixamos o padrão de Deus a um nível pouco adequado - e isto é espiritualmente perigoso. Quando aceitamos o "status" de todas as outras pessoas, rebaixamos o padrão de Deus - e isto é espiritualmente mortífero! Nenhuma destas filosofias é aceitável ao cristão. O verdadeiro cristão não se satisfará em viver de acordo com o nível espiritual e moral dos outros. Ele sabe quando os homens medem-se e comparam-se consigo mesmos, resvalando insensatez (2 Coríntios 10:12) Assim, o verdadeiro cristão também não se satisfará com o mínimo possível, ele quererá progredir ainda mais (1 Tessalonicenses 4:1). Quando o único padrão que aceitamos é a excelência, o padrão não é rebaixado nem um pouco. Ao invés disto, o que acontece é que nos elevamos ao padrão de Deus - e isto é espiritualmente seguro! A busca pela excelência A busca pela excelência é o que Deus claramente espera do seu povo! De acordo com o apóstolo Pedro, Deus fez com que fôssemos especiais! Somos "raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus. . ." (1 Pedro 2:9). Mas por que ele nos fez tão especiais? Para que "proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz" (2:9). O nosso Deus é moralmente excelente. Ele é virtuoso e quer que o seu próprio povo especial reflita e proclame as suas "excelências" morais - suas virtudes - ao mundo. Pedro também nos conta que, pela sua "glória e virtude", Deus nos deu "suas preciosas e mui grandes promessas" para que através dessas possamos tornar-nos "co-participantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo" (2 Pedro 1:3-4). Pedro então acrescenta: "por isso mesmo, vós, reunindo toda a vossa diligência, associai com a vossa fé a virtude" (1:5). Por favor, compreenda que a "virtude" não se refere ao "status ou padrão moral". Nem se refere aos "mínimos morais ou mediocricidade". Refere-se a "excelência moral". É isto que devemos acrescentar - com toda a diligência - à nossa fé; é isto que Deus espera de nós! Você tem que entender que, quando escolhe fazer o bem, você se sente bem. E quando escolhe melhorar, você faz bem para a igreja. Mas quando escolhe fazer o melhor (progredir ainda mais), você fica bem para com Deus! Não aceite a média ou mesmo o mínimo possível! Em vez disso, em tudo o que fizer, busque a excelência - escolha progredir ainda mais! Qualquer coisa abaixo da excelência simplesmente não é o suficiente! -por Rick Liggin Leia mais sobre este assunto: |
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