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8º de uma série de artigos sobre a evangelização
O Batismo e as Boas Novas

As conclusões infundadas a que se chega, a partir do fato de ser a justificação "pela graça" e "pela fé" (Romanos 3:21-26), requerem um breve adendo à minha explanação sobre o evangelho como o caminho da salvação. Obviamente, nenhum conceito incoerente com a graça ou com a fé pode ser fiel ao evangelho. Uma justificação com base nas "obras" -- significando contextualmente em Romanos uma exoneração com base na própria inocência (veja 3:19-20) -- seria uma conquista humana, e não, de modo algum, um dom da graça divina. Isso explica a inferência de Paulo: "E, se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a graça já não é graça" (Romanos 11:6).

Justificação pela lei é o mesmo que justificação pelas (= obras da lei, Romanos 3:20). E a conclusão de Paulo sobre a justificação pela lei é a mesma: "E é evidente que, pela lei, ninguém é justificado diante de Deus, porque o justo viverá pela fé. Ora, a lei não procede de fé, mas: Aquele que observar os seus preceitos por eles viverá" (Gálatas 3:11-12).

Nessas duas passagens, "obras" choca-se com graça, e "lei" com fé. Uma vez que a justificação se dá "pela graça" e "pela fé", a justificação pela lei é inconcebível.

Muitas pessoas, porém, aplicam o raciocínio de Paulo acerca das obras da lei a qualquer manifestação externa da fé interior. O batismo, por exemplo, não pode ser necessário para receber o perdão, pensam elas, uma vez que a justificação é pela graça e pela fé. Estas pessoas todo tipo de manejo, lutando com passagens que na verdade tratam da relação entre batismo e salvação, uma vez que cada uma delas põe o batismo antes da salvação e faz a salvação depender do batismo (por exemplo, Marcos 16:16; Atos 2:38; 22:16, etc). Mas basta empunharem o sinal do artesão -- "fazendo todo tipo de torneados ornamentais" -- e seguirem adiante. Pois a justificação, pensam elas, não pode envolver o batismo, já que a mesma se dá "pela graça" e "pela fé". Falando bem claro, elas pressupõem que o batismo, à semelhança do que Paulo disse acerca da lei, "não é da fé".

Mas espere só um pouco. A conclusão delas não veio de Paulo. Na verdade, ele afirma em cinco capítulos de Romanos que a justificação é pela fé (3:21-28; 5:1). Mas ele não menciona o batismo até o capítulo 6. Não deveríamos esperar que o apóstolo desse o veredicto sobre o batismo em vez de simplesmente aceitar o raciocínio prematuro de algum porta-voz autodesignado de Cristo?

Romanos 6 é a resposta de Paulo à pergunta sobre a graça servir de estímulo ou não para o pecado. Ele responde entrando na questão da experiência de conversão implicada na fé justificadora. Vimos seu raciocínio sobre as "obras" e sobre a "lei". Agora veremos como Paulo trata o batismo em relação aos seus ensinos anteriores sobre a graça e sobre a fé.

Não podemos continuar vivendo no pecado, sustenta Paulo, visto que morremos para o pecado. Essa morte para o pecado ocorreu no momento que fomos batizados na morte de Cristo. Fomos "unidos com ele na semelhança da sua morte" e, assim, morremos para o pecado. "Foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruido, e não sirvamos o pecado como escravos; porquanto quem morreu está justificado do pecado" (Romanos 6:1-7).

Mas como, após dizer que somos "justificados mediante a fé" (5:1), Paulo pode agora dizer que somos justificados por meio de uma morte para o pecado, a qual ocorre no batismo? Muito simples: Paulo não via o batismo como muitos o vêem. Ele não entendeu que a fé era uma coisa e o batismo era outra bem diferente. Ambos são a mesma coisa. O batismo é um ato de fé, a incorporação da fé. "A lei não é da fé", mas o batismo é. Sua essência é a fé. O batismo é a manifestação da fé e do arrependimento no coração.

As "obras" podem fazer com que a graça não seja "mais graça", mas o batismo não -- é "para perdão", e isso é um caso de graça.

Após identificar o momento em que se liberta do pecado com o batismo (6:1-7), Paulo escreve que a pessoa se liberta do pecado no momento em que obedece "de coração" ao evangelho (6:17-18). Claramente, a obediência da qual fala ocorreu no batismo. A pessoa crê "de coração" (Romanos 10:9-10). O batismo é uma obediência "de coração", a incorporação ou manifestação concreta da fé no coração.

Antes, Paulo havia discutido a fé de modo mais genérico. É Romanos 6 que mostra o que a fé justificadora é no exato momento em que alguém morre para o pecado, deixa de ser servo do pecado e se torna servo da justiça. Nesse exato momento de entrega do coração a Deus, fé não é assinar um cartão, ir ao banco de penitência ou cobrir-se de cinzas. É o batismo em Cristo. Você tem uma palavra do apóstolo a respeito disso.

-por L. A. Mott, Jr.

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