Rabsaqué e a Igualdade Religiosa

A sociedade moderna se orgulha por ser tolerante e pluralista, até ao extremo de pressionar pessoas com convicções a se calarem. A idéia popular é que devemos aceitar e apoiar todas as crenças, e excluir os exclusivistas (há uma certa ironia na em condenar aqueles que condenam práticas ou doutrinas de outros, não há?). Em um mundo onde é mais importante ser politicamente correto do que realmente correto, todas as doutrinas são igualmente válidas, todos os deuses igualmente reais e todas as religiões igualmente eficazes.

Rabsaqué, o embaixador assírio que visitou Jerusalém em 701 a.C., caiu no erro desse tipo de pluralismo exagerado. Ele falou de vários povos, culturas e deuses, e considerou todos iguais. Em seus discursos de propaganda militar, tentou assustar o povo de Jerusalém com uma série de histórias paralelas. Os deuses de outras nações não conseguiram salvar os seus respectivos povos das mãos dos assírios: "Acaso, os deuses das nações livraram cada um a sua terra das mãos do rei da Assíria? Onde estão os deuses de Hamate e de Arpade? Onde estão os deuses de Serfavaim? Acaso, livraram eles a Samaria das minhas mãos?" (Isaías 36:18-19).

Não seria diferente, disse Rabsaqué, para o povo de Jerusalém. O Senhor não faria mais do que os outros deuses dos outros povos. Jerusalém seria esmagada pelo poder superior da Assíria: "Não vos engane Ezequias, dizendo: O Senhor nos livrará.... Quais são, dentre todos os deuses destes países, os que livraram a sua terra das minhas mãos, para que o Senhor livre a Jerusalém das minhas mãos?" (Isaías 36:18,20).

A arrogância assíria não passou despercebida pelo único Deus verdadeiro e vivo. Este descrente tratou o Criador do universo como se fosse nada mais do que uma das imagens criadas por homens. É claro que tais deuses não fizeram nada para salvar seus povos, pois não eram nada! Apenas pedaços de madeira ou pedra trabalhados por homens, eram totalmente impotentes. "Nada sabem os que carregam o lenho das suas imagens de escultura e fazem súplicas a um deus que não pode salvar.... Pois não há outro Deus, senão eu, Deus justo e Salvador não há além de mim. Olhai para mim e sede salvos... porque eu sou Deus, e não há outro" (Isaías 45:20-22).

Quando Rabsaqué praticou a sua versão de pluralismo, ele estava mexendo com a pessoa errada! "A quem afrontaste e de quem blasfemaste? E contra quem alçaste a voz e e arrogantemente ergueste os olhos? Contra o Santo de Israel" (Isaías 37:23).

Podemos falar contra os deuses falsos, aos quais muitas pessoas servem, sabendo que são impotentes para se defender. Nada mais são do que imagens feitas por homens em sua ignorância. Mas se rejeitarmos o único verdadeiro Deus, o Criador do céu, da terra e de nossa própria vida, ficaremos desamparados e abandonados eternamente.

A blasfêmia dos assírios trouxe conseqüências graves. O mesmo Deus que os acompanhava anteriormente se tornou inimigo deste povo arrogante: "Por causa do teu furor contra mim, e porque a tua arrogância subiu até aos meus ouvidos, eis que porei o meu anzol no teu nariz, e o meu freio, na tua boca, e te farei voltar pelo caminho por onde vieste" (Isaías 37:29). Deus mostrou seu poder contra o exército da Assíria, derrotando a sua força em uma só noite, e mandando os soldados sobreviventes de volta para sua própria terra. O rei que ameaçara Jerusalém nunca a tomou, e foi assassinado por seus próprios filhos na casa do deus impotente que ele adorava (Isaías 37:38).

Sem dúvida, ouviremos cada vez mais sobre a importância de tolerância e pluralismo religioso. Nossa resposta jamais envolverá a violência de armas carnais, mas nunca poderemos nos calar em relação à nossa fé no único verdadeiro Deus (2 Coríntios 10:3-5).

Bilhões de pessoas servem a deuses que não são nada, e confiam em filósofos e profetas que nunca conheceram o único verdadeiro Deus. Muitos outros, procurando ser politicamente corretos, sugerem que uma fé é igual a qualquer outra. Cometem o mesmo erro de Rabsaqué e de seus colegas assírios. Ofendem o Criador com suas palavras arrogantes. Deus pode ser politicamente errado, mas é realmente sempre certo. Sobre os ídolos e aqueles que os adoram, ele diz: "Eis que sois menos do que nada, e menos do que nada é o que fazeis; abominação é quem vos escolhe" (Isaías 41:24).

Os fiéis não tentaram satisfazer o povo, e muito menos honrar falsos deuses. Isaías, Ezequias e outros homens de fé depositaram sua confiança exclusivamente no Senhor. Jamais podemos sugerir que Brahma, Buda ou qualquer outra figura reverenciada por homens ignorantes seja igual ao Criador do universo. "Porquanto há um só Deus e um so Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus..." (1 Timóteo 2:5). Servir a qualquer outro seria abominação e desperdício - desperdício da vida eterna!

Dennis Allan

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