7º de uma série de artigos sobre a evangelização
A pregação das boas novas

Não deixe de ter em mente o objetivo global que ligam todos os integrantes. Estamos estudando a comissão que Jesus deu a seus discípulos (a "grande comissão"), na tentativa de encontrarmos uma orientação com respeito ao ensino da palavra de Deus aos perdidos. Também sugeri essa comissão como um ponto de partida lógico com o qual devemos começar com as pessoas que permitem estudar conosco. Pois, se essas ordens que Jesus deu para seus apóstolos cumprirem, na realidade, falam do que Jesus queria que fosse cumprido no mundo, então; quando tivermos entendido essas diretrizes, saberemos o que é o cristianismo.

Estudamos a posição dos apóstolos como testemunhas da ressurreição e a indispensabilidade de seu testemunho como meio de levar as pessoas à fé. Agora vamos para o evangelho de Marcos e para a ordem: "Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura" (Marcos 16:15). Uma vez que isso era o que Jesus queria ver realizado, se queremos realizar a sua obra, teremos de entender o evangelho e ser capazes de explicá-lo aos perdidos. Este é o momento de introduzir as lições sobre o caminho da salvação.

Quando explico o evangelho a alguém, começo com Marcos 16:15-16 -- tudo o que faço começa com a comissão -- e depois parto para duas outras passagens importantes para explicar o evangelho. Comece a sua explanação extraindo tudo o que puder de Marcos 16:15-16.

A palavra em grego que equivale a "evangelho" referia-se primeiramente a uma recompensa dada a um mensageiro por entregar as "boas novas", e depois veio a designar a própria mensagem. O termo podia ser aplicado a qualquer relato agradável, por exemplo, a vitória na batalha. Mas o contexto de Marcos 16:15-16 mostra uma menção das boas novas da salvação possibilitada por Jesus Cristo.

Jesus previu que, assim como a sua vinda havia dividido pessoas em dois grupos -- dos que criam e dos que não criam -- o mesmo ocorreria com a pregação do evangelho: "Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado". A pregação do evangelho não produziria muitos grupos. Somente dois! Alguns creriam, seriam batizados e salvos. Alguns não creriam e seriam condenados. Muitos dos que hoje se propõem falar de Jesus multiplicam as possíveis reações ao evangelho e, sobretudo, falam de crentes verdadeiros que não serão batizados. Jesus conhecia, contudo, somente dois grupos. Atos 2:41; 8:12 e 18:8 são exemplos que mostram que Jesus sabia o que estava falando quando mencionou somente duas reações possíveis ao evangelho. Os crentes eram batizados. Eram os descrentes que não eram batizados.

A segunda passagem fundamental é 1 Coríntios 15:1-8. Não gasto muito tempo com essa passagem, mas sem dúvida ela chama a atenção ao resumir o evangelho. Ela mostra que a salvação de que ali se trata é a salvação de nossos pecados e a liga com a morte e a ressurreição de Jesus Cristo.

O restante do tempo é gasto em Romanos, capítulos 1 a 3. Essa epístola contém a mais completa exposição do evangelho nas Escrituras. Os três primeiros capítulos não apenas explicam o evangelho, mas são também especialmente valiosos para o que se faz para convencer alguém de seu pecado e de seu estado de perdição, e da necessidade que tem do evangelho para ser justificado diante dos olhos de Deus.

Paulo anuncia o assunto de sua epístola em Romanos 1:16-17, mas antes de explicar e de elaborar o que disse (como faz em Romanos 3:21-26), ele demonstra a profunda necessidade que o homem tem do evangelho. Em primeiro lugar, é apresentada a culpa do mundo pagão e idólatra (Romanos 1:18-32). Depois ele parte para os judeus no capítulo 2, por fim chegando a uma conclusão resumida em Romanos 3:9-18. Paulo conclui que todo mundo é culpado, estando debaixo da ira de Deus, e que nenhum ser humano pode ser declarado inocente diante de Deus baseado na sua ficha como cumpridor da lei (Romanos 3:19-20).

Romanos 3:21-26 mostra que o evangelho é a resposta de Deus para a situação difícil do homem. A morte de Jesus na cruz possibilita uma justiça não baseada em ausência de culpabilidade, mas no perdão (veja Romanos 4:6-8). É uma justiça conquistada não pela apresentação de uma ficha exemplar de cumpridor da lei, mas "pela fé".

Por ser a fé tantas vezes mal-entendida em nossos dias, normalmente faço seguir essa lição com outra sobre a natureza da fé. Mas essa lição, que ressalta o significado da morte de Jesus, poderia se concluir mostrando os dois meios de justiça. É "mediante a redenção que há em Cristo Jesus" (Romanos 3:24). É "mediante a fé" (Romanos 3:22). Jesus verteu seu sangue para remissão de pecados (Mateus 26:28). Mas o homem deve arrepender-se e ser batizado "para remissão de pecados" (Atos 2:38), mostrando o que está embutido na fé. Deus tem a sua parte de providenciar o perdão dos pecados, o homem tem o seu papel de receber esse perdão.

-por L.A. Mott.Jr.

Leia mais sobre este assunto:
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