Empréstimos

Talvez um dos assuntos mais sérios que pudéssemos discutir com as outras pessoas tem a ver com dinheiro e mais especificamente a dívida (dívida deles).

Se você parar para pensar, a maioria de nós não gostaríamos que falassem dos nossos orçamentos (você tem um?), analisando a maneira que costumamos gastar dinheiro e estarem cientes de nossas várias dívidas. Certamente, o orçamento da família é algo bem particular. Contudo, às vezes ficamos cientes da situação financeira precária dos outros. Este conhecimento pode requerer que nós ajamos. Como agimos dependerá da situação, mas a palavra de Deus certamente nos dá alguns parâmetros a respeito dos assuntos de emprestar e pegar emprestado dinheiro.

Como discípulos de Jesus, devemos olhar para ele para ter um modelo de como nos comportar quando soubermos de alguma crise financeira. Alguns dos princípios mais difíceis que Jesus ensinou tem a ver com o nosso tratamento de outras pessoas, incluindo os nossos inimigos. É neste contexto que Jesus disse: "E, se emprestais àqueles de quem esperais receber, qual é a vossa recompensa? Também os pecadores emprestam aos pecadores, para receberem outro tanto" (Lucas 6:34).

Muitas vezes a passagem anterior é mal-entendida, alguns achando que é errado alguma vez emprestar dinheiro com a esperança de recebê-lo de volta. Porém, este não pode ser o significado. Perceba que o versículo anterior diz "Se fizerdes o bem aos que vos fazem o bem, qual é a vossa recompensa? Até os pecadores fazem isso". É claro que ninguém iria interpretar isto a dizer que é errado fazer o bem àqueles que fazem o bem para você. O ponto de Jesus não é que estas ações estão erradas, mas que não são extraordinárias. Ele está nos chamando para um comportamento extraordinário, e isto incluirá a vontade de ajudar até mesmo os nossos inimigos sem esperar nada de volta.

A moralidade maior para qual o homem é convocado ter nos negócios financeiros tem dois lados. Não nos convoca apenas a termos vontade de emprestar nas horas de necessidade. Onde há alguém que empresta, há alguém que pega emprestado, e o homem espiritual pagará as suas dívidas. Em Salmo 37:21 diz: "O ímpio pede emprestado e não paga; o justo, porém se compadece e dá". A situação ideal é de ter pessoas que estão dispostas a ajudar os outros nas horas de necessidade e pessoas que têm o desejo de pagar de volta aqueles que os tem ajudado. São os malvados que se aproveitam da generosidade dos outros porém falam em retribuir a gratidão. Só porque é dito aos justos que devem emprestar sem esperar nada de volta não significa que aqueles que recebem não são responsáveis por, pelo menos, oferecer pagar de volta.

Muitos de nós provavelmente já tivemos a oportunidade de ajudar alguém e temos feito isto esperando nada de volta. Contudo, nem todos os empréstimos são desta natureza. Alguns empréstimos são dado por bondade com o entendimento que haverá retribuição no devido tempo. As circunstâncias e as situações da necessidade contra o querer muitas vezes fazem parte de quem empresta esperar algo ou não. Não importando, quem pega emprestado é obrigado a honrar as suas dívidas. Emprestar é algo feito sabendo que haverá retribuição.

Ocasionalmente, quando os irmãos buscam ajudar uns aos outros, haverá aqueles que negligenciarão e deixarão de pagar o que pegaram emprestado. O que pode a pessoa que emprestou fazer nesta situação? De acordo com as escrituras há duas opções: Ele pode perdoar a dívida ou ele pode seguir o modelo de Mateus 18:15-17 e tentar fazer o irmão honrar a sua dívida. Algumas pessoas podem sugerir que o irmão que empresta é obrigado a perdoar a dívida, mas não é necessariamente assim.

Enquanto certamente há situações benevolentes em que todos nós julgaríamos correto perdoar a dívida, nem sempre este é o caso. Aqueles que pegaram emprestado e não podem pagar por causa de situações além do seu controle é uma coisa, mas aqueles que não querem pagar são um outro negócio. Em alguns casos não fazemos nenhum favor aos nossos irmãos em perdoar as dívidas, pois aí nós tornamos possível que eles evitem a responsabilidade e voltem atrás. Nós que somos espirituais devemos restaurar aqueles que são tomados pelas mentiras (Galátas 6:1), e esta restauração pode exigir que paguem o que prometeram pagar.

De uma forma ideal, qualquer pessoa que pega emprestado e está sendo negligente se esforçaria para pagar quando enfrentado pela pessoa que o emprestou, mas se não, então esta preguiça, rebelião e/ou desonestidade tem que ser tratada através de outros cristãos e a igreja toda, se necessário, para trazer arrependimento e ação honorável. A indolência não deve ser tolerada (2 Tessalonicenses 3:6-15). Certamente, os que emprestam devem estar preparados a perderem o dinheiro antes de ir a justiça do mundo (1 Coríntios 6:7), assim demonstrando misericórdia a um irmão arrependido (Mateus 18:27).

Como as pessoas que emprestam e pegam emprestados, vamos sempre empregar os princípios corretos que a palavra inspirada de Deus nos tem dado para nos guiar em todas as coisas que tem a ver com a vida e a piedade. Vamos buscar emprestarmos dinheiro com misericórdia e sacrifício e pegarmos emprestados de forma honorável e confiável.

-por Andy Diestelkamp

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