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6º de uma série de artigos sobre a evangelização
O Testemunho Apostólico da Ressurreição

No artigo anterior desta série, o realce foi posto sobre o significado da ressurreição, conforme foi apresentada no evangelho de João. O prólogo de João põe rapidamente diante do leitor o ponto de vista do autor sobre Jesus, particularmente sua divindade: "...o Verbo era Deus..." (1:1). Pulando a narração da primeira introdução de Jesus ao mundo (1:19 - 2:11), o último artigo chamou atenção para a resposta de Jesus quando desafiado para um "sinal". Ele apelou para sua ressurreição como a grande demonstração de seu messiado e divindade (2:13-22). O melhor comentário sobre este assunto é a repetida referência de João à acusação pela qual os judeus insistiam que Jesus precisava ser morto. Quatro vezes volta o assunto. Jesus tinha que morrer por causa de sua declaração de divindade (5:17-18; 8:56-59; 10:30-33; 19:7). Quando Deus Todo-Poderoso levantou Jesus dentre os mortos, como poderia essa ressurreição ser entendida de outro modo senão como uma reversão do veredito do Sinédrio, uma completa defesa de Jesus da acusação de blasfêmia, e a prova conclusiva de sua divindade?

Agora, considere a evidência da ressurreição, o sumário do testemunho apostólico (capítulo 20). Cedo, no primeiro dia da semana, Maria Madalena, com algumas outras mulheres ("não sabemos" no versículo 2; veja Mateus 28:1; Marcos 16:1; Lucas 24:1), foi ao túmulo e o encontrou vazio. Maria, evidentemente correu na frente das outras, encontrou Pedro e "o outro discípulo, a quem Jesus amava", provavelmente João, e relatou somente que o corpo tinha sido retirado "e não sabemos onde o puseram" (versículos 2 e 13). Observe a lentidão em entender!

Pedro e João correram ao túmulo. João correu mais do que Pedro, chegou primeiro, "e curvando-se e olhando dentro" (Interessante! Uma só palavra em grego: a idéia de se dobrar para olhar de perto alguma coisa), ele viu os lençóis de linho nos quais o corpo de Jesus tinha sido envolvido (19:40), mas não entrou no túmulo (versículos 3-5). Pedro então chegou e correu diretamente, passando por João, e entrou no túmulo (Característico!). O que ele observou é relatado: ele viu os lençóis de linho caídos, e o lenço, que estivera sobre sua cabeça, não estava com os panos de linho, mas enrolado separado em outro lugar (consistente com a teoria do "corpo roubado"?). João, então, entrou, "viu e creu" (versículo 8), o versículo 9 explicando porque ele creu e somente ao ser impressionado pelo que observou no túmulo.

Estes dois discípulos foram para casa, mas Maria voltou. Ela parou e olhou no túmulo, viu dois anjos, mas ainda pensava que o corpo de Jesus tinha sido meramente removido. Ela se voltou e viu Jesus, mas não o reconheceu! Somente quando falou seu nome, Maria, ele abriu o véu e ela o reconheceu como "Raboni" (Mestre). Seguindo a determinação do Senhor, ela relatou aos discípulos o que tinha visto e ouvido (versículos 11-18). (Surpreendentemente, ou talvez não, eles demoraram a crer. Veja Marcos 16:9-11 e Lucas 24:11. Eles duvidaram que pudéssemos crer.)

Naquele mesmo primeiro dia da semana, Jesus apareceu ao grupo de discípulos e mostrou-lhes suas mãos e seu lado. Eles chegaram a uma sólida convicção sobre a ressurreição e somente depois de verem tais evidências (versículos 19-23).

Mas Tomé estava ausente e não creu nos outros: "Se eu não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, e ali não puser o dedo, e não puser a mão no seu lado, de modo algum acreditarei" (versículos 24-25). Alguns censuraram Tomé, mas eu me regozijo com sua determinação de cabeça dura, para crer somente com evidência suficiente. Sua fé definitiva me dá uma forte base para crer.

Uma semana mais tarde Jesus apareceu novamente para o grupo, desta vez incluindo também Tomé, e lhe deu a oportunidade que ele buscava. Não nos foi dito se ele realmente tocou suas mãos e o seu lado, mas somente que, confrontado com a evidência, Tomé lhe confessou: "Senhor meu e Deus meu!" (versículos 26-29).

Depois de relatar a cena, João conclui sua apresentação de evidência com a afirmação de que tais sinais tinham de ser escritos "para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus" (versículos 30-31).

Resta uma coisa, o re-exame das testemunhas. Poderiam elas ter-se enganado ou iludido? Não é possível. Considere o que elas estavam dizendo: "Estivemos com ele saindo e entrando durante quarenta dias. Comemos e bebemos com ele. Nós sabemos!" Certamente elas sabiam se tinham visto Jesus vivo ou não.

Então, poderiam elas ter deliberadamente perpetrado uma mentira, sabendo todo o tempo que era uma mentira? Não, em meu ponto de vista, quando elas nada tinham a ganhar e tudo a perder tomando tal posição. Não, quando elas estavam dispostas a sofrer a perda de todas as coisas, a humilhação e o tratamento desonroso de criminosos, espancamentos, prisão, e finalmente a morte, tudo por causa do seu testemunho, que elas tratavam como algo que não seria renegado a todo custo. (Em que você crê bastante fortemente para morrer por isso?)

Você pode ser capaz de engolir essa linha, mas ela me dá indigestão intelectual. Eu creio que Jesus foi levantado dentre os mortos. Eu creio que ele é o Filho de Deus.

-por L. A. Mott, Jr.

Leia mais sobre este assunto:
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