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Vou Enviar Meu Mensageiro

"Enfadais o SENHOR com vossas palavras; e ainda dizeis: Em que o enfadamos? Nisto que pensais: Qualquer que faz o mal passa por bom aos olhos do SENHOR, e desses é que ele se agrada; ou: Onde está o Deus do juízo?" (Malaquias 2:17).

Malaquias profetizou cerca de 445-432 a.C., durante o tempo descrito nos livros de Neemias e Esdras. Depois do retorno do cativeiro babilônico (como fora profetizado séculos antes tanto por Isaías como Jeremias), o povo tinha ficado espiritualmente fraco e tolerante. Houve indiferença pela lei de Deus, tanto no aspecto moral como no religioso. Era um tempo do tipo "cada um cuide de si", com o qual estamos hoje também muito familiarizados. Chamar de "bom" o que é mau não é nada de novo em nossa geração. Quando consideramos os meios de comunicação de hoje, parece como se quanto mais ímpia e imoral uma pessoa é, maior estima lhe é dedicada. O divórcio, o rompimento da família, era também um problema real nos dias de Malaquias (Malaquias 2:14-16). Os adoradores freqüentemente eram muito mundanos, oferecendo a Deus as sobras (Malaquias 1:6-12) e muitos estavam mesmo enfadados com as coisas espirituais (1:13).

A pergunta "Onde está o Deus de justiça?" parece ser um indiciamento contra Deus, acusando-o de abandono. Curioso que quando aqueles que negligenciaram Deus sofrem as conseqüências de seus atos, sejam rápidos em culpar Deus, não é? Quem abandonou quem aqui? A resposta correta é a mesma hoje que era nos dias de Malaquias.

O capítulo seguinte nos dá a resposta para a questão "Onde está o Deus de justiça?" Essencialmente, a resposta é uma novela sensacional! O Senhor responde dizendo, com efeito (parafraseando aqui); "Vós me quereis? Bem, estou chegando! Estou chegando pessoalmente! Vou caminhar por suas ruas, vou trazer pureza e verdade; vou visitar meu templo e vou julgar. Mas, primeiro enviarei meu mensageiro adiante de mim para limpar meu caminho." Esta é a mensagem essencial de Malaquias 3:1-6. No Novo Testamento, encontramos seu cumprimento em Jesus nosso Senhor e nosso Deus, que verdadeiramente veio deste modo.

O mensageiro do Senhor

"Eis que eu envio o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim; de repente, virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais, o Anjo da Aliança, a quem vós desejais; eis que ele vem, diz o SENHOR dos Exércitos" (Malaquias 3:1). Conquanto o Senhor virá ao seu templo "subitamente," não seria sem anúncio. Primeiro, ele seria anunciado pelo seu mensageiro, o precursor. O Novo Testamento nos diz que o nome do mensageiro era João, que pregava e batizava no deserto, anunciando a vinda do Messias e seu reino e exortando todos a se arrependerem e se prepararem. Isaías também tinha previsto isto (Isaías 40:3-5) duzentos e cinqüenta anos antes de Malaquias. O evangelho anuncia que ambas estas antigas profecias foram cumpridas por João, o batista (Mateus 3:3; conferir Mateus 11:10- 11; Marcos 1:2-3; Lucas 1:76; João 1:23).

O Messias também é descrito por Malaquias como "o mensageiro da aliança" (3:1). Esta é certamente uma boa descrição daquele que nos trouxe a "aliança da promessa" (Hebreus 8:6-13). Nestes últimos dias, Deus realmente nos falou através de seu filho (Hebreus 1:1-2).

O Senhor visita o seu templo

"De repente, virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais..."  (Malaquias 3:1). Nós nos lembramos de que as visitas de Jesus ao templo tendiam a ser mesmo explosivas. Duas vezes ele expulsou os cambistas; uma no começo de seu ministério de três anos e mais uma vez no fim dele (João 2:13-22; Mateus 21:12-17). Muitos dos confrontos que Jesus teve com sacerdotes, escribas e fariseus aconteceram no templo. Próximo do fim do seu ministério, nos pátios do templo, Jesus dirigiu sua mais forte repreensão a eles, chamando-os hipócritas pelo seu orgulho, exaltação de si mesmos, desonestidade, corrupção interna e rejeição da verdade (Mateus 23:1-36).

Pouco tempo depois disto, Jesus chorou pela destruição de Jerusalém que se aproximava (Mateus 23:37-38) e predisse a destruição do templo pelos romanos (Mateus 24:1-2). Isto foi cumprido dentro daquela geração, exatamente como Jesus tinha dito. Mas Jesus construiu outro templo, agora espiritual. Nós, seu povo, somos o templo de Deus quando ele habita em nossos corações pela fé (Efésios 2:19-22).

O evangelho purificador

"Assentar-se-á como derretedor e purificador de prata; purificará os filhos de Levi e os refinará como ouro e como prata; eles  trarão ao SENHOR justas ofertas" (Malaquias 3:3). Uma das razões porque Jesus repreendeu tão fortemente os chefes religiosos de seus dias foi porque eles eram tão corruptos. Seus motivos eram egoístas e suas atitudes para com os outros eram de desprezo. A lei de Deus jamais foi para ser usada do modo como os fariseus a estavam usando. João, apaixonadamente, exortou o povo a mudar a sua maneira de agir. Jesus continuou esse tema, ressaltando não somente a pureza de ação, mas também de pensamento (Mateus 5:21-22,27-28; 6:19,23). E quem pode esquecer a principal afirmação da História sobre o valor da verdade: "...conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8:32).

Para a purificação acontecer, é preciso haver divisão. Jesus tinha advertido seus discípulos disso. Aqueles que fazem o mal odeiam a luz (João 3:19-21). Daquele dia até hoje, o mundo não esconde a sua má vontade para com aqueles que vivem pela fé. Mas andar na luz com Jesus é melhor do que andar com o mundo em trevas, pois andar com Jesus leva ao lar celeste, mas andar com o mundo leva à ruína.

A oferta aceitável da nova Jerusalém

"Então, a oferta de Judá e de Jerusalém será agradável ao SENHOR" (Malaquias 3:4). Ainda que as ofertas feitas nos dias de Malaquias fossem inaceitáveis pelo Senhor, ele anunciou a vinda de um dia quando ele aceitaria novamente "a oferta de Judá e de Jerusalém". Esse dia é agora, e esse "Judá" e "Jerusalém" são o reino espiritual de Deus, a igreja.

Jesus anunciou o começo de uma nova era onde os verdadeiros adoradores de Deus não adorariam "nem neste monte, nem em Jerusalém" mas sim "em espírito e em verdade" (João 4:21-24). O lugar não teria importância. A Jerusalém espiritual, ou a "Jerusalém do alto" é a igreja (Gálatas 4:25-31; Hebreus 12:22-23). "Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome. E não negligencieis, igualmente, a prática do bem e a mútua cooperação; pois com tais sacrifícios, Deus se compraz" (Hebreus 13:15-16). Regozijamo-nos como Israel espiritual, "o reino do Filho do seu amor" (Colossenses 1:13).

Julgamento

"Chegar-me-ei a vós outros para juízo; serei testemunha veloz contra os feiticeiros, e contra os adúlteros ... e não me temem, diz o SENHOR dos Exércitos" (Malaquias 3:5). A missão de Jesus não era julgar o mundo, mas salvá-lo. Contudo, julgamento e condenação se tornaram uma conseqüência da não aceitação de sua salvação (João 3:16-18). A Jerusalém física seria destruída por sua recusa do Messias.

Jesus pronunciou terríveis conseqüências sobre os fariseus por sua infidelidade obstinada. Várias de suas parábolas tratavam do fato que Deus rejeitaria a nação incrédula (Mateus 22:1-14). Mas o julgamento final é reservado para o dia final. A palavra que Jesus falou será o padrão para o julgamento. O povo perguntara: "Onde está o Deus de justiça?" Encontramos a resposta em Jesus de Nazaré.

-por Jon Quinn

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