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Parte 3: O cumprimento da promessa de Deus para preservar sua palavra
-por David Pratte

Aceitamos nossa Bíblia moderna como sendo um registro acurado da palavra de Deus por causa de nossa fé no poder de Deus e em suas promessas de preservar sua palavra. O cumprimento real destas promessas a respeito do Novo Testamento, contudo, tinha que ocorrer depois que o Novo Testamento foi compilado. Examinando as cópias antigas das Escrituras, podemos apreciar como Deus cumpriu totalmente sua promessa de preservar sua palavra.

1. Evidência moderna do texto original da Escritura.

Hoje em dia não temos nenhum "autógrafo" ou manuscrito original da Bíblia na própria grafia dos autores. Mas, como mencionado antes, os homens copiaram cuidadosamente, citaram, circularam e traduziram a palavra de Deus através dos anos. Como resultado, hoje temos volumes de evidência para estabelecer o que os textos originais disseram.

Temos mais de 4500 cópias manuscritas da Bíblia nas línguas originais.

Alguns destes manuscritos estão completos, outros são fragmentos parciais. Alguns deles estão datados dentro de poucos séculos do tempo dos escritores do Novo Testamento, e uns poucos são datados dentro de poucas décadas do seu tempo.

Temos muitas traduções da Bíblia para outras línguas.

Temos milhares de citações da Escritura encontradas em escritos antigos não inspirados.

De fato, todos os versículos do Novo Testamento, com exceção de uns poucos, poderiam ser reproduzidos destas citações não inspiradas.

Comparada com os escritos de outros autores antigos, nossa evidência para o conteúdo da Bíblia é insuperável. Para outros escritos, "evidência convincente" pode consistir de apenas uns poucos manuscritos datados menos de 1000 anos desde quando os homens viveram. Mas com a Bíblia temos milhares de manuscritos datados menos do que 1000 anos desde quando Jesus viveu, e muitos manuscritos estão datados de menos de uns poucos séculos.

Estes manuscritos foram copiados por homens tais como os "escribas" dos dias de Jesus, que eram fanaticamente precisos em seu trabalho. Eles verificavam seu trabalho contando o número de letras e de palavras, linha por linha, página por página, etc. Nenhum erro era tolerado. Lembre-se de que Jesus freqüentemente discordava destes homens sobre suas explicações das Escrituras, mas ele nunca criticou a exatidão de suas cópias das Escrituras.

2. Variações nos manuscritos

Mas o que são os "milhares de erros" que os críticos afirmam existir no texto? Estas são diferenças ou variantes que podem ser encontradas quando manuscritos antigos são comparados uns com os outros. Com todas estas cópias manuscritas, poder-se-ia naturalmente esperar que variantes tivessem penetrado no texto, a despeito dos melhores esforços dos copistas.

Mas a principal razão que temos para tantas variantes é que temos tantos manuscritos com que trabalhar. Por exemplo, se 2000 manuscritos soletram uma palavra de um modo e 2000 outros soletram a mesma palavra um pouco diferentemente, isto é contado como "milhares de variações".

Assim, o próprio volume de evidência que temos é o que leva a um grande número de variantes. Isto deveria ser tomado como evidência apoiando a preservação da Bíblia, em vez de evidência contra ela. Ficariam os críticos mais satisfeitos se tivéssemos muito menos manuscritos e portanto muito menos variações.

Qual é a natureza destas leituras variantes?

1. Grafias diferentes que de modo nenhum alteram o significado do texto.

Estas respondem por tanto quanto a metade dos escritos variantes! Isto seria como a diferença entre Ben-Hadad, Ben-Hadade e Benadade, nas traduções para o português. Nenhum estudante diligente poderia entender erradamente a palavra de Deus por causa de tais variantes.

2. Diferenças na ordem das palavras que de nenhum modo afetam o significado.

Exemplos poderiam ser "o Senhor Jesus Cristo" comparado com "Jesus Cristo, o Senhor". Ninguém poderia ser desencaminhado por tais instâncias. E, devido à estrutura gramatical das línguas, tais variantes na ordem das palavras são enormemente menos significativas em hebraico e grego do que em português.

3. Inserção ou omissão de uma palavra, ou uso de uma palavra diferente, sem que o significado seja afetado.

Exemplos seriam "Deus vosso pai" e "Deus Pai", ou simplesmente "o Pai".

4. Variantes nas quais frases inteiras ou sentenças são inseridas ou omitidas.

Estas parecem ser os problemas reais. Mas, de fato, nenhuma destas variantes afeta nosso entendimento da palavra de Deus, porque o ensinamento nos textos questionados pode ser encontrado claramente ensinado em outras passagens que não são questionadas. Freqüentemente, uma frase questionada (por exemplo, talvez uma frase no relato de Mateus) pode ser encontrada palavra por palavra no relato paralelo que está acima de questão (tal como, talvez, no relato de Marcos).

Em outros casos, o ensinamento pode não ser encontrado palavra por palavra em outro lugar, mas o conceito é inquestionavelmente ensinado em outro lugar. Os homens que estudam estes problemas dizem que estas "variantes significativas" perfazem menos do que um milésimo do texto do Novo Testamento. Se todas fossem postas juntas, ocupariam menos do que meia página. E nenhuma delas afeta o conteúdo total do ensinamento da palavra de Deus!

Sir Frederic Kenyon, que serviu durante 21 anos como Diretor e Bibliotecário Principal do Museu Britânico (que abriga muitos manuscritos antigos significativos da Bíblia), disse: "O cristão pode pegar toda a Bíblia em sua mão e dizer sem medo ou hesitação que ela contém a verdadeira palavra de Deus, passada sem perda essencial de geração em geração através dos séculos." Muitas declarações semelhantes de outros homens como esse podem ser citadas.

(O material desta parte foi coligido principalmente de: How We Got the Bible, por Neil Lightfoot; O Tema da Bíblia, por Ferrell Jenkins; e A Book about the Book, por John Jarrett.)

3. Os Apócrifos

São chamados Apócrifos sete livros do Velho Testamento, mais algumas partes de outros livros, que são aceitos pela Igreja Católica Romana como sendo inspirados, mas são rejeitados pelos não católicos. Considere estas observações a respeito da inspiração dos Apócrifos.

Não há desacordo quanto a quais livros pertencem ao Novo Testamento.

O desacordo diz respeito aos livros do Velho Testamento. Mas os mandamentos de Deus para os dias de hoje estão no Novo Testamento, não no Velho. Por isso, os Apócrifos têm pouco significado doutrinário. Uma pessoa pode certamente aprender a verdade sobre como ser salva estudando a Bíblia católica, desde que obedeça ao texto do Novo Testamento, não do Velho Testamento (e certamente, não às notas de rodapé não inspiradas que a Igreja Católica acrescentou.)

O Velho Testamento hebraico, aceito pelos judeus tanto hoje como nos dias de Jesus rejeita a inspiração dos Apócrifos.

Este fato também não é disputado. Por exemplo, as Bíblias católicas admitem francamente o seguinte na introdução ao livro apócrifo de 1 Macabeus: "Judeus e Protestantes não consideram estes livros como Escritura Sagrada..." (citado da Nova Edição Católica St. Joseph).

Mas lembre-se de que Jesus e seus apóstolos usaram o Velho Testamento como os judeus da Palestina o aceitavam. Eles ensinaram os judeus pelas Escrituras judaicas e corrigiram os judeus em todos os pontos nos quais os judeus erravam, mas nunca discordaram deles sobre quais livros eles aceitavam das Escrituras. Evidentemente, Jesus e seus apóstolos concordaram com os judeus sobre quais livros aceitar no Velho Testamento. E os Apócrifos não foram incluídos.

Jesus e seus apóstolos citavam repetidamente os livros do Velho Testamento, mas nunca citaram ou apelaram para a autoridade de qualquer livro apócrifo.

Nem mesmo a Igreja Católica exigiu oficialmente que os católicos aceitassem os Apócrifos como canônicos até o Concílio de Trento em 1546 d. C.

O Dicionário Católico por Addis e Arnold (págs. 107-110), conquanto declarando que esses livros são canônicos, contudo admite os seguintes fatos: Î A tradição dos judeus palestinos no tempo de Jesus não aceitava os Apócrifos (lembre-se, Jesus era um judeu palestino que viveu e ensinou entre os judeus palestinos). Ï Os "pais" da igreja defenderam diversos pontos de vista sobre o assunto, e pelo menos um concílio católico manteve que os livros não eram canônicos. Ð Finalmente o Concílio de Trento declarou que os livros deveriam ser aceitos como "sagrados e canônicos" sob pena de anátema.

Existe muitas outras evidências, mas estas são suficientes para mostrar que os Apócrifos não deveriam ser vistos como Escritura verdadeira. E, mais uma vez, não há questão quanto a quais livros devem ser incluídos no Novo Testamento, que temos que obedecer para sermos salvos.

Conclusão

A palavra de Deus tem sido preservada para nós nos dias presentes  numa forma que é completa e confiável. Nossa fé na preservação da   Bíblia deverá ser baseada na promessa de Deus que ele preservaria sua palavra. Ele tem demonstrado, através da história, que ele tem mantido suas promessas e continuará a fazer isso.

Devemos apelar para as Escrituras como nossa fonte infalível da vontade de Deus. Devemos estudá-las diligentemente, obedecer aos seus preceitos, e ensinar outros a fazer o mesmo. Se esta não tem sido sua atitude para com a Bíblia, insistimos com você para que comece agora a estudá-la e a obedecê-la.


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