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O Livro de 1 Pedro "Gerados de Novo para uma Viva Esperança" No ano 64 d.C., uma grande parte da
cidade de Roma foi queimada. Alguns acreditavam que o imperador Nero era o
responsável, tentando abrir espaço para seus projetos de construção.
Enfrentando tais acusações, o próprio Nero acusou um grupo de pessoas já
vistas com suspeita pelo público em geral, os cristãos. Durante mais ou menos
o mesmo período de tempo, os judeus da Palestina se rebelaram contra os
romanos. Essa rebelião tornou-se uma guerra, no ano 66 d.C., que terminou com a
destruição de Jerusalém e da nação judia. Perguntas para estudar:
Leia mais
sobre este assunto: O Povo Escolhido Pedro começou sua primeira carta
observando os privilégios espirituais de seus leitores (1:1-12). Baseado nessas
bênçãos, ele continuou a exortar estes cristãos (1:13) e continuou no texto
deste artigo. Seus leitores tinham sido purificados através da obediência à
verdade e precisavam amar uns aos outros com amor fervoroso e sincero. Leia mais
sobre este assunto: Sejamos Luzes!
Perguntas para
estudar:
Leia mais
sobre este assunto: Que Jesus Seja Senhor em Nosso Coração Nos capítulos 2 e 3, Pedro escreveu a respeito
da conduta adequada dos cristãos para com o governo (2:13-17), senhores
(2:18-25) e esposos descrentes (3:1-6). Depois de se dirigir aos esposos crentes
em 3:7, ele conclui esta parte observando que todos os cristãos deverão
mostrar compaixão e humildade para com os outros (3:8-9). Antes de retribuir o
mal com o mal, os cristãos deverão abençoar os outros porque eles próprios
receberam uma bênção. Como se fosse para identificar a condição abençoada
daquele que se converte do mal e busca o bem, Pedro cita o Salmo 34:12-16.
"Os olhos do Senhor repousam sobre os justos, e os seus ouvidos estão
abertos às suas súplicas" (3:12). Perguntas para estudar:
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assunto: 1
Pedro 4:7-19 "O fim de todas as cousas está próximo!" (4:7). Nossos pensamentos imediatamente se voltam para o retorno de Cristo e o fim do mundo. Num sentido, a volta de Cristo está sempre próxima porque não sabemos quando ele voltará. É mais provável, contudo, que Pedro esteja falando da destruição de Jerusalém e do fim da economia judaica. Jesus tinha dado sinais pelos quais os cristãos poderiam saber que a destruição de Jerusalém estava próxima (veja Mateus 24, especialmente o versículo 34). Pedro escreveu sua primeira epístola não muito antes da guerra romano-judaica e a maior importância geral dada à persegui-ão iminente apóia melhor a idéia de que Pedro tem em mente este acontecimento penoso do primeiro século. Os destinatários desta epístola não se deveriam surpreender se fossem perseguidos por causa de Cristo. Em vez disso, deveriam regozijar-se por serem capazes de participar de algum modo dos sofrimentos de Cristo, aquele que sofreu por amor à justiça (4:12-13). De fato, os cristãos são abençoados em tal sofrimento (veja Mateus 5:10-12). Enquanto estamos sofrendo pelo nome de Cristo antes que por nossos próprios pecados, podemos glorificar a Deus através do nome de cristão (4:14-16). No meio desta perseguição, será muito importante que os irmãos tenham intenso amor uns pelos outros, praticando a hospitalidade e usando seus dons, tanto os naturais como os milagrosos, em benefício dos irmãos e da glória de Deus (4:8-11). Contudo, o amor não "ignora" os pecados de nosso irmão; antes protege-os por meio da correção e do perdão (4:8; veja também Tiago 5:19-20). Em 4:17-18, Pedro usa dois argumentos que avançam de um fato certo para outro ainda mais certo (isto é, do menor para o maior) para apontar a abençoada condição dos cristãos mesmo em vista da perseguição. Ele observa que a casa de Deus, a igreja, seria julgada por meio da perseguição que viria. Pode-se esperar que o povo de Deus seja preservado do sofrimento. Contudo, se o povo de Deus não escapar ao "julgamento" em forma de perseguição, é mais certo ainda o fato que o desobediente será "julgado" por Deus na-quele dia final (4:17). Por raciocínio seme-lhante, se a pessoa justa só é salva com dificuldade, qual será o fim do injusto (4:18)? Pedro conclui observando que aqueles que sofrem por amor da justiça podem suportar tais dificuldades do mesmo modo que Jesus suportou seu sofrimento. Eles devem confiar suas almas ao seu Criador fiel que fará justiça no julgamento final (4:20; 2:23). Perguntas para estudar:
-por Allen Dvorak Leia mais
sobre este assunto: 1 Pedro 5:1-14 Nos capítulos três e quatro, Pedro advertiu seus leitores sobre a perseguição que estava chegando e instruiu-os sobre como responder. No texto deste artigo, Pedro volta sua atenção para os presbíteros entre seus leitores. Se a igreja passaria por tempos difíceis, era especialmente importante que seus chefes estivessem conscientes e cumprissem suas responsabilidades. O próprio Pedro era um presbítero (5:1). Ele encarregou os presbíteros entre seus leitores de pastorear "o rebanho de Deus que há entre vós," usando a figura do pastor para descrever o trabalho de um presbítero do mesmo modo que Paulo fez quando falava com os presbíteros efésios (Atos 20:28). Os pastores precisam alimentar, guiar e proteger o rebanho (veja Salmo 23). Em termos espirituais, eles têm que ensinar os membros da congregação que supervisionam. Os pastores precisam guardar o rebanho contra os falsos mestres, que são freqüentemente comparados com lobos que entrarão no rebanho, não poupando as ovelhas (veja também Mateus 7:15; Atos 20:29; Tito 1:5-11). Pedro observa a razão, o motivo e o modo do serviço deles como pastores numa série de três contrastes. Estes homens têm que desejar o trabalho de um pastor, e não se sentirem constrangidos a fazê-lo. Os presbíteros deveriam cumprir seus deveres pelo bem que podem fazer e não pelo propósito de lucro financeiro pessoal. Além disso, pastores têm que ser bons exemplos e assim conduzirem o rebanho, não sendo "dominadores" sobre ele (5:2-3). Os presbíteros precisam não esquecer que são pastores sob o Pastor Supremo; o rebanho que estão pastoreando não é deles próprios (5:4). Tendo se dirigido aos presbíteros, que seriam homens mais velhos, Pedro também admoesta os jovens cristãos (5:5-7). Eles deveriam submeter-se aos seus anciãos e humilhar-se diante do Senhor; Ele cuidaria deles e os exaltaria no tempo devido. Pedro adverte seus leitores sobre o adversário deles, o diabo. Enquanto Deus cuida de seus filhos, eles precisam estar alertas para resistirem ao diabo. Pedro pinta o diabo como um predador voraz que consumirá sem piedade aqueles que não ficarem vigilantes. Contudo, aqueles que estão firmes na fé podem resistir a ele (5:8-9; veja também Tiago 4:7). Pedro oferece uma oração em favor de seus leitores, pedindo a Deus que os apoie e os fortaleça. Em sua oração, ele relembra aqueles cristãos que enquanto o sofrimento deles é temporário, eles foram chamados para a eterna glória (5:10-11). Pedro conclui sua epístola com várias saudações pessoais (5:12-14). Perguntas para estudar:
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