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Como Jesus fez o que nenhum outro conseguiu?
Demonstração no deserto (1)


Quantas pessoas você pensa que podem ter vivido desde o tempo de Adão até o tempo de Cristo? Um especialista em população poderia possivelmente inventar uma fórmula para estimar o número, mas eu arriscarei dois bilhões. Do tempo de Adão até Cristo, cada um desses "dois bilhões" de pessoas finalmente sucumbiu à tentação do Diabo. O registro do Diabo contra a humanidade foi perfeito durante milhares de anos, lidando com milhões de pessoas, até o tempo de Cristo. Mas quando o Filho de Deus enfrentou o arquiinimnigo do homem e de Deus. ele decisivamente venceu-o. Quero explorar a tentação (registrada em Mateus 4 e Lucas 4) para achar como Jesus fez o que mais ninguém tem feito.

Ambiente
Atentação ocorreu logo depois do batismo de Jesus (Lucas 3:21-22), e há  uma ligação direta entre os dois. No batismo Deus disse que Jesus era   seu Filho amado, e o Diabo lançou suas tentações com as palavras: "Se és Filho de Deus" (Mateus 4:3,6). A tentação demonstraria o tipo de "Filho de Deus" Jesus seria.
   
Jesus não é somente a figura descrita como Filho de Deus no contexto da tentação. Pouco antes de Lucas registrar a tentação, ele arrola uma genealogia de Jesus que é traçada de volta a Adão, que também é dito ser o "filho de Deus" (Lucas 3:38). Pois em essência, o que aconteceu naquele deserto palestino foi uma revanche. Satanás venceu o primeiro Adão (o filho de Deus), e agora vai desafiar o "último Adão" (1 Coríntios 15:45), o Filho de Deus.
   
Segundo todas as aparências, o último Adão estava em grande desvantagem neste conflito. O primeiro Adão vivia no paraíso; o último Adão estava no deserto árido da Palestina. O estômago do primeiro Adão estava cheio de comida das plantas do Jardim; o último Adão já estava quarenta dias em jejum. O primeiro Adão vivia num ambiente livre de pecado; o último Adão desceu do céu exatamente porque o mundo estava cheio de pecado. Ao primeiro Adão foi dada uma companheira como apoio; o último Adão estava só. Como o último Adão se arranjará? Que tipo de "filho de Deus" ele será?

O cerne da questão
Talvez a coisa mais surpreedente sobre a tentação seja o simples fato que Jesus permitiu-se ser tentado. Como Deus onipotente em carne, ele poderia simplesmente ter eliminado o Diabo e acabado com ele. Mas ele não fez isso. Dizendo de outro modo, basta imaginar o que o mundo seria se nós tivéssemos onipotência. Seria um desastre. Satisfazendo cada desejo! Vingando cada ofensa percebida. Tal mundo seria puro caos. Nós não nos conteríamos. Esta é a essência da tentação. Jesus poderia ter feito tudo o que ele quisesse, mas ele preferiu não usar seus poderes para sua satisfação.
   
Pedras em pães (Mateus 4:1-4)
Oprimeiro lance do Diabo foi, "Se tu és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães" (v. 3). A tradução aqui é um tanto enganosa. O "se" nesta passagem não denota dúvida. O sentido verdadeiro do original é "Uma vez que é o Filho de Deus...."  Lembre-se, Jesus tinha acabado de ser pronunciado o Filho de Deus. O Diabo estava dizendo que uma vez que Jesus é o Filho de Deus, ele merecia mais do que passar fome no deserto. O deserto estava cheio de pedras, de modo que o faminto Filho de Deus tinha fartura de alvos para escolher para ceder à sugestão do Diabo. Numa frase, a primeira tentação do Diabo foi: Faça-o você mesmo. Ele estava desafiando Jesus a usar seus próprios poderes para satisfazer-se, para prover o que ele realmente merecia.
   
A resposta de Jesus foi uma simples citação: "Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus" (v. 4). Deuteronômio 8, o texto que Jesus estava citando, foi originalmente uma admoestação que Moisés deu aos israelitas pouco antes que eles atravessassem o Jordão. Em Deuteronômio 8:3, Moisés explicou que a razão por que Deus permitiu que os israelitas passassem fome foi testá-los para ver se confiariam nele em humildade e não em si mesmos em orgulho. Incidentalmente, Deus anteriormente se referiu a Israel como seu filho primogênito (Êxodo 4:22), e há inumeráveis paralelos entre Israel no tempo de Deuteronômio e Jesus no deserto. Israel tinha estado no Egito; Jesus viveu no Egito em sua infância. Israel passou pelo batismo simbólico do Êxodo (veja 1 Coríntios 10:2); Jesus tinha acabado de ser batizado. Israel peregrinou no deserto durante quarenta anos; Jesus durante quarenta dias. Mas, diferente de sua contraparte, Jesus estava decidido a obedecer o Pai. Não era errado para Jesus comer, nem mesmo fazer pão milagrosamente. Mas seu tempo no deserto era um tempo de aprender humildade através da fome, e fazr comida para si mesmo seria a antítese da lição que ele estava aprendendo. A palavra mais importante em toda resposta de Jesus é "homem." Como Filho de Deus, ele de fato merecia coisa melhor do que passar fome. Mas Jesus não veio a terra para se deleitar com os privilégios da divindade. Ele veio para se tornar um homem, para viver como homem, e para morrer pelos homens.
   
O Diabo ainda seduz pessoas com a conversa, "Você merece o melhor." Quantos casamentos se desintegraram porque um esposo ou esposa se desencantou com seu parceiro, só para ser levado ao adultério por um amigo "compreensivo" que lhes assegurou: "Você merece coisa melhor." Precisamos aprender, como Jesus aprendeu, que a fome dentro da vontade de Deus é sempre melhor do que a satisfação fora dela.

- por Shane Scott


[Nota do redator: No próximo número, encontrará a segunda das duas partes deste estudo sobre a tentação de Jesus no deserto. Fique atento aos avisos em O Que Está Escrito?]

Demonstração no deserto (2)


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