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Os benefícios
dos sacrifícios do Velho Testamento
Sabemos que os sacrifícios de animais
do Velho Testamento não tiravam realmente o pecado. Mas o que faziam?
A lei de Moisés dava aos israelitas uma solução temporária para o problema
do pecado. Deus tinha uma solução para o problema do pecado, que ele anunciou
a Abraão, dizendo, "Em tua semente todas as nações da terra serão abençoadas."
Mas o cumprimento desta promessa levaria tempo, e muita preparação seria
necessária. Assim, Deus deu aos filhos de Israel a lei de Moisés como solução
temporária. Como tal, os sacrifícios de animais davam aos filhos de Israel as
seguintes bênçãos:
ŒPerdão provisório
para o pecado. O escritor de Hebreus ensina-nos que o sangue dos bois e dos
bodes nunca pôde tirar o pecado (Hebreus 10:4). Mas Moisés disse aos
israelitas que seus pecados eram perdoados quando ofereciam sacrifícios (Levítico
4:20, 26, 31). Então, qual é a verdade? Eles recebiam perdão dos pecados
quando ofereciam seus sacrifícios de animais ou não?
Eu acho conveniente responder esta pergunta fazendo uma comparação com o
costume moderno de emitir cheques. Se eu vendo um carro usado ao meu vizinho e
ele me dá um cheque, fui pago? Muitos de nós certamente responderiam sim a
esta pergunta. Mas todos nós sabemos que não seremos realmente pagos antes de
mais uns poucos dias, quando o cheque for compensado pelo banco. Entretanto,
ainda dizemos que fomos pagos quando recebemos o cheque; sentimo-nos como pagos,
e ficamos felizes.
Nosso vizinho poderia até nos dizer quando emitisse o cheque, "Não
apresente este cheque até a sexta-feira, quando eu depositar o pagamento do meu
salário." E ainda, se confiarmos no nosso vizinho, ainda dizemos que fomos
pagos, embora saibamos que tecnicamente não o fomos. Podemos dizer que
subjetivamente fomos pagos, ainda que saibamos que objetivamente que não. E,
muito interessante, tudo depende de quanta fé tivermos na pessoa que emitiu o
cheque.
Isto ilustra, de um modo grosseiro, concordo, o que aconteceu quando Deus
"perdoou" os pecados de Israel. Objetivamente, legalmente, nenhum perdão
real poderia acontecer até que o preço do pecado fosse realmente pago pela
morte de Jesus na cruz, até que o pagamento do preço fosse depositado "no
banco". Mas subjetivamente os pecados ficavam como "perdoados"
Uma promessa de perdão de Deus, que não pode mentir, é tão boa como o próprio
perdão, mas somente se você verdadeiramente crê em Deus.
Percepção do horror
do pecado. Os sacrifícios do Velho Testamento proviam, contudo, muito mais do
que apenas uma sensação de perdão. Aqueles sacrifícios também proviam a
instrução de que o povo de Deus necessitava vitalmente, para que ele
entendesse a solução real quando seu tempo chegasse.
Na verdade, seríamos abençoados se tivéssemos uma maior apreciação do
horror de nossos pecados. Experimente isto durante a Ceia do Senhor, nesta
semana: feche seus olhos e imagine sua mão na cabeça de Jesus enquanto ele
morre pelo seu pecado (Isaías 53:5-7).
Ž Percepção da
necessidade de um maior sacrifício. Finalmente, um dos mais poderosos paradoxos
do Velho Testamento, mostrando a multiforme sabedoria de Deus, é o fato que os
sacrifícios de animais podiam dar aos israelitas uma segurança do perdão de
Deus e, ao mesmo tempo, poderia ensinar-lhes a necessidade de um sacrifício
ainda maior.
Miquéias pergunta diretamente, "Com que me apresentarei ao SENHOR e me
inclinarei ante o Deus excelso? Virei perante ele com holocaustos, com bezerros
de um ano?" (Miquéias 6:6). Miquéias, Davi (Salmo 51:16-17) e muitos
outros israelitas, tenho certeza, chegaram a ver que um sacrifício maior era
necessário --um sacrifício de obediência à vontade de Deus-- para andar
justamente, para amar a bondade e para caminhar humildemente com Deus (Miquéias
6:8; veja também Salmo 51:17). Eles chegaram a ver a necessidade de maior obediência
por parte deles e, à luz de suas contínuas faltas, a necessidade de sacrifício
pela perfeita obediência de Jesus (Hebreus 10:5-10; Filipenses 2:8).
- por Phil Roberts
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