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As
"Testemunhas de Jeová"--
São mesmo? (Parte 2)
[Nota do redator: Este artigo é a
continuação do estudo que começou no último número da revista. O primeiro
artigo falou sobre as falsas profecias feitas durante quase um século do
trabalho de diversos líderes das Testemunhas de Jeová. A conclusão do
artigo foi que "a organização das Testemunhas de Jeová foi fundada
e baseada sobre a aceitação forçada do ensinamento de falsos profetas".
Nesta segunda parte do estudo, o autor examina a posição das Testemunhas de
Jeová em três áreas: 1. A interpretação das Escrituras, 2. A pessoa de
Jesus, e 3. Diversas outras questões doutrinárias. Leia com cuidado,
examinando as Escrituras para verificar a vontade de Deus.]
As Testemunhas de Jeová têm, e sempre tiveram, uma chave
para entender a Bíblia que não é das Escrituras
As Testemunhas de Jeová apontam energicamente para a servidão espiritual
daqueles que estão em sujeição às hierarquias eclesiásticas e
dizem que todos devem ter mente aberta e investigar a verdade da Bíblia por si
mesmos. Contudo, as próprias Testemunhas de Jeová não podem ser fiéis à
Sociedade Torre de Vigia e questionar suas próprias crenças e são, portanto, um
dos grupos religiosos mais eclesiasticamente dominados que o mundo já conheceu.
Isto é verdadeiro agora, e sempre foi desde o início do movimento.
Charles Taze Russell, o fundador do movimento, escreveu sobre sua série de
livros, Studies in the Scriptures, in 1910:
"Não somente achamos que as pessoas não podem ver o plano divino
estudando por si a Bíblia, como vemos, também, que se alguém puser de lado 'Scripture
Studies' -- mesmo depois que os tiver usado, depois que os tiver lido
durante dez anos -- e os ignora e vai para a Bíblia sozinho, ainda que ele
tenha entendido sua Bíblia durante dez anos, nossa experiência mostra que ele
vai para as trevas. Por outro lado, se ele tivesse apenas lido 'Scripture
Studies' com suas referências e não tivesse lido uma página da Bíblia
como tal, ele estaria na luz no fim de dois anos, porque ele teria a luz das
Escrituras." (Watchtower, 15 de setembro de 1910. Encontramos este
mesmo comentário em Watchtower, Julho 1957, citada por Anthony A.
Hoekema, The Four Major Cults, Grand Rapids: Wm. B. Eerdmans Publishing
Co., 1963, pág. 227.)
Muitas vezes, quando as pessoas confrontam as Testemunhas de Jeová com esta
afirmação, elas apressadamente replicam que não acreditam mais na declaração
de Russell. Contudo, ainda acreditam que não se pode entender a Bíblia sem o
auxílio da Sociedade Torre de Vigia e suas publicações, como a revista Sentinela
(ou, in inglês, Watchtower). Observe as seguintes declarações em
publicações mais recentes:
"Jeová tinha escolhido a publicação que agora chamamos Sentinela
para ser usada como um canal através do qual trazer ao mundo da humanidade a
revelação da vontade divina e, através das palavras reveladas em suas
colunas, fazer uma divisão da população do mundo entre aqueles que farão a
vontade divina e aqueles que não farão." (Jehovah's Witnesses in the
Divine Purpose, 1959, pág. 22, citada por Edmond C. Gruss, Apostles of
Denial, Nutley, NJ: Presbyterian and Reformed Publishing Co., 1970, pág.
218.)
"Ele não concede seu espírito santo e um entendimento e apreciação de
sua Palavra separadamente de sua organização visível.... Contudo, para Deus
responder nossas orações por seu espírito, precisamos atender a certas condições,
entre as quais está que reconheçamos o canal visível que ele está usando com
esse mesmo propósito." (The Watchtower, 86:391, 1 de julho
de 1965, citado Ibidem, pág. 219.)
Assim, as Testemunhas de Jeová têm ainda que crer que não se pode nem
apreciar, nem entender a vontade de Deus, nem nossas orações serem ouvidas, a
menos que reconheçamos a Sociedade Torre de Vigia como a única organização
de Deus para revelar a verdade divina sobre esta terra.
Para ilustrar mais que as Testemunhas de Jeová têm que aceitar sem questionar
as interpretações oficiais da Sociedade Torre de Vigia, ouça as palavras de
Fred Franz, Vice-Presidente da Sociedade Torre de Vigia. Estas foram dadas sob
juramento em um julgamento na Escócia, para estabelecer a isenção militar das
Testemunhas de Jeová naquele país em 1954 [Observação: as Perguntas (P)
foram feitas no tribunal, e as Respostas (R) foram dadas por Fred Franz]:
P: E ouviremos como essa Sociedade é formada e ordenada. É essa vista
pelas Testemunhas de Jeová como a agência visível que Deus Jeová está
usando no tempo presente?
R: Sim.
P: Para conduzir e dirigir a obra que ele deseja que seja feita hoje na
terra?
R: Sim.
P: É essa sua crença?
R: Sim.
P: É por essa razão que as Testemunhas de Jeová aceitam sem questionar as
doutrinas e interpretações bíblicas como são expostas pela Sociedade Torre
de Vigia através de seus diretores?
R: Sim.
P: Em publicações tanto periódicas como em forma de livro?
R: Sim.
P: Publicadas pelo Presidente e Diretores dessa Sociedade, e sob sua
autoridade?
R: Sim.
(Julgamento na Escócia, págs. 22-25).
P: Uma testemunha não tem alternativa; tem que aceitar como autorizadas e
para serem obedecidas as instruções emitidas em "The Watchtower" ou
"The Informant" ou "Awake" ("Despertai")?
R: Ela tem que aceitá-las.
(Ibidem, págs. 122-123).
P: Há alguma esperança de salvação para um homem que confie só em sua Bíblia
quando ele está numa situação no mundo onde não pode obter tratados e
publicações de sua corporação?
R: Ele é dependente da Bíblia.
P: Ele será capaz de interpretá-la verdadeiramente?
R: Não.
(Ibidem, pág. 133).
P: Não se espera que ele se familiarize com as publicações da
Sociedade?
R: Certamente que se espera.
P: Do ponto de vista das Testemunhas de Jeová, pode ele ter um
entendimento das Escrituras separado das publicações das Testemunhas de Jeová?
R: Não.
P: Somente pelas publicações pode ele ter um entendimento correto das
Escrituras?
R: Correto.
(Ibidem, pág. 499.)
É impossível obedecer a Bíblia e ser uma Testemunha de Jeová. Em 1
Tessalonicenses, 5:21, Paulo disse aos cristãos: "julgai todas as
cousas", o que significa examinar tudo para ver se é de Deus ou
dos homens. Este é um mandamento que os cristãos têm que guardar
individualmente, um mandamento que não podemos transferir para outros. Contudo,
as Testemunhas de Jeová precisam aceitar sem questionar os ensinamentos da
Sociedade Torre de Vigia e seus chefes admitem isso! Já vimos antes neste capítulo
que H. C. Covington, o Conselheiro Geral, confirmava que o propósito das
Testemunhas de Jeová era ter unidade baseada sobre uma aceitação forçada de
profecias falsas.
É impossível para Deus Guiar a Sociedade Torre de Vigia
Em 1 Coríntios 14:33, Paulo disse:
"...porque Deus não é de confusão, e sim de paz." Quando se
começa a examinar a massa de doutrinas contraditórias e interpretações das
Escrituras que vieram da Sociedade Torre de Vigia, não é possível poder-se
acreditar que Deus seja o autor delas. Por exemplo, considere a natureza do
livro de Rute na Bíblia. Em 1902 a posição da Sociedade Torre de Vigia sobre
este livro era:
"Conquanto o livro de Rute não seja profético, mas meramente histórico,
ele é valioso para nós de vários modos." (Watchtower Reprints, IV, 15
de novembro de 1902, pág. 3110, citado por Edmond Gruss, Jehovah's Witnesses
- A Non-Prophet Organization, pág. 156.)
Contudo, em 1932 a "Organização
de Deus" adotou um ponto de vista inteiramente diferente sobre Rute:
"O livro não é somente histórico, mas profético, o cumprimento de cuja
profecia acontece nestes dias presentes.... Precisamos concluir que o livro de
Rute tornou-se parte da Palavra de Deus ou mensagem como uma profecia para o
benefício especial dos restantes nos últimos dias.... O livro é uma
profecia." (J. F. Rutherford, Preservation, págs. 169,
175-176, citado Ibidem, pág. 156.)
Estaria Deus confuso quanto à natureza do livro de Rute? Não, nem é ele o
autor destas declarações contraditórias.
Sobre a ressurreição de Sodoma e Gomorra, em 1886, Russell disse:
"Assim nosso Senhor ensina que os sodomitas não tiveram uma oportunidade
plena; e ele lhes garante tal oportunidade...." (C. T. Russell, Studies
in the Scriptures, I. Brooklyn: Watchtower Bible and Tract Society, 1886, pág.
110.)
Em 1954, a posição tinha mudado e ensinavam que Deus não restauraria estas
cidades:
"Ele estava indicando precisamente a extrema impossibilidade de resgate
para os incrédulos ou aqueles decididamente perversos, porque Sodoma e Gomorra
foram irrevogavelmente condenadas e destruídas, além de qualquer recuperação
possível." (The Watchtower, 1 de janeiro de 1954, pág. 85, citada
por Gruss, Jehovah's Witnesses - A Non-Prophet Organization, pág. 157.)
Uma contradição como esta é visivelmente bastante má, contudo, em 1965, a
"Organização de Deus" mudou de opinião, novamente!
"Como no caso de Tiro e Sidom, Jesus mostrou que Sodoma, má como era, não
tinha chegado ao estado de ser incapaz de arrepender.... Assim, a recuperação
espiritual do povo morto de Sodoma não é sem esperança." (The
Watchtower, 1 de março de 1965, pág. 139, citada Ibidem, pág.
157.)
Sobre o estabelecimento físico de Israel na Palestina, em nosso tempo, as
Testemunhas de Jeová costumavam ter que aceitar isto sem questionar:
"Que o restabelecimento de Israel na terra da Palestina é um dos
acontecimentos a serem esperados neste Dia do Senhor, estamos plenamente seguros
pela expressão acima do Profeta." (C. T. Russell, Studies in the
Scriptures, III, Brooklyn: Watchtower Bible and Tract Society, 1891, pág.
244.)
"A promessa, vezes e mais vezes repetida, que o Senhor os reuniria e abençoaria
na terra e os manteria ali e os abençoaria para sempre é prova conclusiva de
que a promessa tem que ser cumprida.... Eis que o tempo está próximo!"
(J. F. Rutherford, Comfort for the Jews, pág. 55, citado por Gruss, Ibidem,
pág. 158.)
Contudo, agora eles têm que aceitar sem questionar exatamente o oposto:
"Nada no moderno retorno dos Judeus à Palestina e no estabelecimento da
república israelense corresponde às profecias da Bíblia concernentes à
restauração do povo titular de Jeová no seu favor e organização.... O
restante dos israelitas espirituais, como as Testemunhas de Jeová, proclamaram
em todo o mundo o estabelecimento do reinado de Deus em 1914." (Let God
Be True, 2ª edição, págs. 217-218, citado Ibidem , pág. 158.)
Sobre as "autoridades superiores" de Romanos 13, as Testemunhas de
Jeová ensinaram, até 1929, que as "autoridades superiores" eram os
governos terrestres a quem os cristãos pagavam impostos, etc. (C. T. Russell, Studies
in The Scriptures, I, pág. 266.) Então, de 1929 a 1962, a Sociedade Torre
de Vigia explicava as "autoridades superiores" como sendo o Altíssimo
Deus Jeová e seu exaltado filho Jesus Cristo (This Means Everlasting Life, pág.
197.). Então, em 1962, ela retornou à sua posição anterior:
"A despeito do fim dos Tempos dos Gentios em 1914, Deus permitiu que as
autoridades políticas deste mundo continuassem como 'autoridades superiores' ou
'poderes existentes,' que são ordenados por Deus." (Babylon the Great
Has Fallen! God's Kingdom Rules!, Brooklyn: Watchtower Bible and Tract
Society, 1963, p. 548.)
Certamente, podemos ver que estas mudanças de doutrina e estas declarações
contraditórias não podem ter vindo de Deus. Citamos a Sociedade Torre de Vigia
numa declaração com a qual concordamos de todo coração:
"Jeová nunca comete erros. Onde o estudante confia no homem, é certo que
ele será levado a dificuldades." (J. F. Rutherford, Prophecy, Brooklyn:
Watchtower Bible and Tract Society, 1929, págs. 67, 68.)
"Os homens não somente contradizem a Deus, mas contradizem-se uns aos
outros. Como poderiam eles ser guias confiáveis, a menos que suas palavras
sejam baseadas nas palavras de Deus?" (Awake!, 22 de março de 1963,
pág. 32, citado por Gruss, Jehovah's Witnesses - A Non-Prophet Organization,
pág. 159).
As Testemunhas de Jeová não
honram Jesus como honram o Pai
Quando começamos a estudar o ensinamento das
Testemunhas de Jeová sobre Jesus, logo veremos que o ponto crucial da questão
é se Jesus é ou não um ser criado. As Testemunhas de Jeová,
quando pressionadas, admitirão que Jesus é "um deus" ou que ele é
um tanto divino. Mas sua crença básica sobre Jesus é que ele é um ser
criado. Como tal, ele não é digno de adoração, como o Pai o é.
Naturalmente, se Jesus é um ser criado, então as Testemunhas de Jeová estão
certas em não adorá-lo. O próprio Jesus disse, em Mateus 4:10 (quando ele se
recusou a adorar Satanás): "Retira-te, Satanás, porque está
escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto".
Este é um dos trechos favoritos das Testemunhas de Jeová em suas tentativas
para mostrar que Jesus não deve receber adoração como o Pai.
A palavra grega para adoração nesta passagem é proskuneo, que
literalmente significa "beijar a mão a alguém." A Bíblia
uniformemente condena a adoração de tudo que é criado. Quando ele descreveu a
degradação pagã dos gentios em sua idolatria. Paulo disse em Romanos 1:25,
"Pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a
criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!"
A definição bíblica de
idolatria
Sempre que se adora qualquer coisa criada,
seja uma pedra, uma árvore, um ser humano, etc., pratica-se o que a Bíblia
chama idolatria. Naturalmente, a aplicação a esta questão é: se Deus criou
Jesus (como afirmam as Testemunhas de Jeová que ele fez), então quem adorasse
Jesus seria um idólatra.
Para confirmar ainda mais que a adoração de seres criados é errada, note a
tentativa de Cornélio de adorar Pedro em Atos 10:25-26: "Aconteceu
que, indo Pedro a entrar, lhe saiu Cornélio ao encontro e, prostrando-se-lhe
aos pés, o adorou. Mas Pedro o levantou, dizendo: Ergue-te, que eu também
sou homem" (Atos 10:25-26). Qual era o ponto de Pedro? "Não
é apropriado adorar um ser criado, e eu, Pedro, sou uma criatura, portanto,
levanta-te!"
Em Apocalipse 19:10, João contou sua tentativa sem sucesso de adorar um anjo
(que é uma criatura, Salmo 148:2-5): "Prostrei-me ante os seus
pés para adorá-lo. Ele, porém, me disse: Vê, não faças isso; sou conservo
teu e dos teus irmãos que mantêm o testemunho de Jesus; adora a Deus."
João tentou um ato semelhante em Apocalipse 22:9 e recebeu uma correção
semelhante. Simplesmente, nunca é certo adorar uma criatura.
Jesus recebeu adoração e nunca
reprovou ninguém que o adorasse
Por causa de Pedro rejeitar a adoração de
Cornélio, e do anjo rejeitar a adoração de João, é especialmente
surpreendente que os escritores da Bíblia usem a palavra adoração (proskuneo)
do próprio Jesus quatorze vezes no Novo Testamento. Jesus aceitou essa
adoração e nunca reprovou aqueles que o adoraram!
Em Mateus 2:1-2: "...vieram uns magos do Oriente a Jerusalém.
E perguntavam: Onde está o recém-nascido Rei dos judeus? Porque vimos a sua
estrela no Oriente e viemos para adorá-lo".
Semelhantemente, em Mateus 2:11: "Entrando na casa, viram o
menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram...."
As Testemunhas de Jeová podem replicar que estes eram apenas pagãos
ignorantes. Mesmo que isso fosse verdade, concordemos que eles cometeriam
idolatria se Jesus fosse uma criatura. Observe algumas passagens mais adiante.
Em Mateus 8:2, temos este registro: "E eis que um leproso,
tendo-se aproximado, adorou-o, dizendo: Senhor, se quiseres, podes
purificar-me."
Alguém poderia asseverar que este homem também adorou Jesus em ignorância.
Ainda assim, ele seria um idólatra se Jesus é, como as Testemunhas de Jeová
asseguram, um ser criado.
Novamente, em Mateus 9:18: "... um chefe, aproximando-se, o
adorou e disse: Minha filha faleceu agora mesmo; mas vem, impõe a mão
sobre ela, e viverá."
Em Mateus 14:33, passamos dos possíveis pagãos
ignorantes para os próprios apóstolos de Cristo. Depois que Jesus salvou os apóstolos
da tempestade no mar da Galiléia, "...os que estavam no barco o
adoraram, dizendo: Verdadeiramente és Filho de Deus!"
Se Jesus fosse uma criatura, não parece estranho que, diferentemente de Pedro e
do anjo que rejeitaram adoração, Jesus a aceitasse? Jesus nunca reprovou
qualquer ato de adoração oferecido a ele.
Em Mateus 15:25, uma mulher cananéia "...veio e o adorou,
dizendo: Senhor, socorre-me!" sem repreensão de Jesus. Em Mateus
20:20, "Então, se chegou a ele a mulher de Zebedeu, com seus
filhos, e, adorando-o, pediu-lhe um favor." Até então,
Jesus tinha ensinado os apóstolos durante quase três anos e é óbvio que ele
não lhes tinha ensinado a doutrina da Sociedade Torre de Vigia. Eles pensavam
que era inteiramente correto adorar a Cristo!
Em Mateus 28:9, depois de três anos e meio com Jesus e depois de sua ressurreição,
Maria Madalena e a outra Maria estavam correndo para dar a notícia aos seus
discípulos. "E eis que Jesus veio ao encontro delas e disse:
Salve! E elas, aproximando-se, abraçaram-lhe os pés e o adoraram."
No versículo 17, quando os onze discípulos encontraram Jesus na Galiléia,
"E, quando o viram, o adoraram; mas alguns duvidaram."
Encontramos exemplos semelhantes em Marcos 5:6-7 e João 9:38. Queremos também
notar especialmente Lucas 24:51-52, que aconteceu depois da ressurreição de
Jesus: "Aconteceu que, enquanto os abençoava, ia-se retirando deles,
sendo elevado para o céu. Então, eles, adorando-o, voltaram para
Jerusalém, tomados de grande júbilo."
Não é estranho que, se Jesus fosse um ser criado, os apóstolos não
perceberiam isso até o ponto quando Jesus ascendeu ao céu? Por que Jesus não
lhes ensinou mais perfeitamente neste assunto?
Contudo, algo ainda mais estranho existe. Em Hebreus 1:6, Deus disse de Jesus:
"E, novamente, ao introduzir o Primogênito no mundo, diz: E todos os
anjos de Deus o adorem."
Assim, se as Testemunhas de Jeová estão certas quando dizem que Deus criou
Jesus, então não somente temos os apóstolos envolvidos em idolatria, mas
Jesus aceitou a adoração idólatra deles. Também temos os anjos do céu
envolvidos em adoração idólatra de Jesus, e Deus é quem está por trás de
tudo!
Ainda mais, em referência a Jesus em Apocalipse 5:13-14, temos: "Então,
ouvi que toda criatura que há no céu e sobre a terra, debaixo da terra e sobre
o mar, e tudo o que neles há, estava dizendo: Àquele que está sentado no
trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos
dos séculos. E os quatro seres viventes respondiam: Amém! Também os
anciãos prostraram-se e adoraram."
Observe que toda criatura adorava Jesus! Por esta afirmação, vemos que Deus não
criou Jesus porque 1.cada criatura o adorou, e 2. Ele recebeu essa adoração.
Por estes exemplos podemos ver que somente um ser não criado, divino, deve
receber adoração (Mateus 4:10, Romanos 1:25). Jesus recebeu adoração, sem
censura, de homens mandados a adorá-lo pelo próprio Deus. Portanto, Jesus é
um ser divino, não criado por Deus.
Isto é exatamente o que está errado na base do ensinamento das Testemunhas de
Jeová sobre Jesus. Elas não adoram a Jesus. Em João 5:22-23 Jesus disse, "E
o Pai a ninguém julga, mas ao Filho confiou todo julgamento, a fim de que
todos honrem o Filho do modo por que honram o Pai".
Isto é exatamente o que as Testemunhas de Jeová não fazem. Eles recusam
honrar o Filho assim como honram o Pai.
As Testemunhas de Jeová, no
passado, achavam certo adorar Jesus
Uma coisa notável sobre a adoração
de Jesus pelas Testemunhas de Jeová é que elas, no passado, criam que isso era
correto. A "Organização de Deus", a Sociedade Torre de Vigia,
costumava ensinar exatamente como a Bíblia o faz nesse assunto! Observe estas
palavras das primeiras revistas Watchtower:
"Pergunta... Ele foi realmente adorado, ou é apenas falha de tradução?
Resposta. Sim, cremos que nosso Senhor enquanto estava na terra foi realmente
adorado, e também corretamente.... Era correto para nosso Senhor receber adoração..."
(Watchtower Reprints, III, 15 de julho de 1898, pág. 2337, citado Ibidem,
pág. 157.)
"Ele foi objeto de adoração sem censura ainda quando recém-nascido,
pelos sábios que vieram ver o recém nato rei.... Ele nunca reprovou ninguém
por atos de adoração oferecidos a si mesmo." (Watchtower Reprints, I, Outubro
de 1880, pág. 144, citado Ibidem, pág. 157.)
Ainda mais incrível, homens fundaram a Sociedade Torre de Vigia para
promover a adoração de Cristo! No Artigo II do Estatuto da Sociedade
Torre de Vigia da Pensilvânia, lemos:
"Os propósitos desta sociedade são: adoração cristã pública do Todo
Poderoso Deus e Jesus Cristo; prover e manter assembléias locais e mundiais
para tal adoração...." (Citado Ibidem, pág. 157.)
Contudo, agora as Testemunhas de Jeová se recusam a adorar Jesus:
"...nenhuma distinta adoração é para ser prestada a Jesus Cristo agora
glorificado no céu. Nossa adoração tem que ser a Deus Jeová." (The
Watchtower, 1 de janeiro de 1954, pág. 31, citado Ibidem, pág.
157.)
Pode-se perguntar, "O que as Testemunhas de Jeová fazem com aquelas
passagens na Bíblia onde Cristo recebia adoração?" Um escritor
Testemunha tentou evitar a força dessas passagens dizendo:
"Se a expressão 'adoração' for preferida, então precisa ser entendido
que tal 'adoração' é somente de um tipo relativo." (The Watchtower, 15
de novembro de 1970, pág. 704, citado Ibidem, pág. 157.)
Contudo, uma Testemunha de Jeová não pode sequer crer nisto e ser fiel a suas
próprias publicações, porque também encontramos:
"Prostrar-se diante de homens ou anjos como adoração 'relativa'
proibida." (Make Sure of All Things, Brooklyn: Watchtower Bible and
Tract Society, 1953, pág. 178.)
Vemos a confusão óbvia da "única organização de Deus para a revelação
da verdade divina" neste assunto. Relembramos esta afirmação pelo segundo
presidente da Sociedade Torre de Vigia:
"Jeová jamais comete erros. Onde o estudante confia no homem, ele tem
certamente que ser levado a dificuldades." (J. F. Rutherford, Prophecy, págs.
67-68.)
Não é possível que as Testemunhas pertençam a Jeová, porque não honram a
Cristo como deveriam. Jesus disse: "Quem não honra o Filho não
honra o Pai que o enviou" (João 5:23).
As Testemunhas de Jeová propagam ensinamentos que contradizem
o ensinamento claro da Bíblia
Existem passagens difíceis nas Escrituras,
como Pedro disse em 2 Pedro 3:16 sobre os escritos de Paulo: "nas
quais há certas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis
deturpam, como também deturpam as demais Escrituras, para a própria destruição
deles".
Contudo, não é dessas Escrituras que falamos nesta parte. As Testemunhas de
Jeová lutam até mesmo com as mais simples passagens de inspiração. Elas
propagam ensinamentos que contradizem de modo gritante algumas das mais claras
passagens de toda a Bíblia. Seguem-se apenas uns poucos exemplos entre os
muitos que poderiam ser apontados:
O Rico e Lázaro
Em Lucas 16:19-23, Jesus nos disse:
"Ora, havia certo homem rico que se vestia de púrpura e de linho finíssimo
e que, todos os dias, se regalava esplendidamente. Havia também certo
mendigo, chamado Lázaro, coberto de chagas, que jazia à porta daquele....
Aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos para o seio de Abraão;
morreu também o rico e foi sepultado. No inferno, estando em tormentos,
levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio."
Esta passagem, vista literalmente, se opõe a tudo o que as Testemunhas ensinam
sobre o que acontece ao homem depois da morte. Conquanto não seja nosso propósito
aqui tratar minuciosamente deste assunto, levanta-se a questão: "O que as
Testemunhas ensinam a sobre esta passagem? Como evitam sua força?" Uma
interpretação mais absurda desta passagem seria difícil de se obter do que
aquela sustentada pelas Testemunhas. Elas nos dizem que esta passagem é uma
"parábola" na qual:
"... o rico representa a ultra-egoista classe do clero da cristandade, que
agora está muito afastada de Deus e morta para a sua graça e serviço e
atormentada pela verdade proclamada sobre o Reino. Lázaro retrata o
remanescente fiel do 'corpo de Cristo'. Este, ao ser libertado da Babilônia
moderna desde 1919, recebe a graça de Deus, representada pela 'posição no
seio de Abraão' e é confortado pela sua Palavra." (Let God Be True, Brooklyn:
Watchtower Bible and Tract Society, Inc., 1946, pág. 79).
Primeiro, observe que as Testemunhas e todos
os outros que precisam negar esta escritura supõem que seja uma parábola.
Em nenhum lugar nenhum outro escritor inspirado se refere a ela como sendo isso.
Quando Jesus falou de "um certo rico" e de "um certo
mendigo," Ele, evidentemente falou de pessoas históricas. Contudo, suponha
que, ainda que a passagem nunca seja dita como uma parábola, aceitamos que
seja. Contou Jesus, jamais, uma parábola em todo o seu ministério que não
fosse baseada em coisas que existiam? Por exemplo, no capítulo anterior de
Lucas, Jesus contou a parábola da ovelha perdida, a parábola da moeda de prata
perdida, e a parábola do filho pródigo. Na primeira parte de Lucas 16, Jesus
contou a parábola do administrador infiel. Poderíamos concluir pelas parábolas
que ovelhas não existem? Nem prata perdida? Nem filhos pródigos? Nem
administradores infiéis? O verdadeiro propósito das parábolas era ensinar uma
verdade abstrata baseada em algo que existisse na realidade, como ovelhas,
moedas de prata, administradores, filhos pródigos, etc. Uma interpretação
mais fantasiosa de uma "parábola" seia difícil de se obter, e
contudo, Jesus nunca falou da passagem como sendo uma parábola. Ensinamento
contraditório semelhante é característico das Testemunhas.
A personalidade do Espírito Santo
As Testemunhas têm que acreditar que o Espírito
Santo, do qual se fala extensivamente na Bíblia, não é uma pessoa. Isto é, o
Espírito Santo não tem as características de personalidade. Eles falam do Espírito
Santo assim:
"Mas o espírito santo não tem nome pessoal. A razão para isto é que o
espírito santo não é uma pessoa inteligente. É a força ativa, impessoal e
invisível, que tem sua fonte e reservatório em Deus Jeová e que ele usa para
cumprir sua vontade." (Let Your Name be Sanctified, pág. 269,
citado por Hoekema, op. cit. pág. 258).
Make Sure of All Things (ou seja, Certifique-se de Todas as Coisas)
fala da grande comissão, quando Jesus disse aos apóstolos: "Ide,
portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e
do Filho, e do Espírito Santo" (Mateus 28:19-20). Nessa obra, a
Sociedade Torre de Vigia diz que:
"'Em Nome do Pai' significa 'reconhecer o Cargo e a Autoridade' do Pai;
igualmente, 'Em Nome do Filho' significa 'Reconhecer o Cargo, e Autoridade' do
Filho. Contudo, 'Em Nome do Espírito Santo' significa 'Reconhecer a Função, a
Atividade' do Espírito Santo." (Make Sure of All Things, Brooklyn:
Watchtower Bible and Tract Society, 1953, pág. 41).
Por que essa mudança sobre o Espírito Santo? Simplesmente porque não crêem
que o Espírito Santo seja uma pessoa.
Em contraste com estas afirmações, achamos que o Espírito Santo tem tantas
características de uma pessoa que ele 1. sabe a vontade de Deus (1 Coríntios
2:11), 2. tem uma vontade (I Coríntios 12:11, Hebreus 2:4-5), 3. pode ser
entristecido (Efésios 4:29-30), 4. pode-se mentir a ele (Atos 5:3), 5. é
dotado de palavra (1 Timóteo 4:1) ' ensina (João 14:26), ' dá testemunho (João
15:26, Hebreus 10:15), " ouve (João 16:13), " ama, (Romanos 15:30), e
· faz intercessão (Romanos 8:26).
Em resumo, o Espírito Santo é uma pessoa porque ele faz obras que apenas uma
pessoa pode fazer. Qual "força ativa sem inteligência, impessoal e invisível"
pode fazer sequer uma das coisas que foram citadas acima? As Escrituras tornam
abundantemente evidente àqueles que vão honestamente a elas para ver o que
dizem. O Espírito Santo exerce um cargo que somente uma pessoa poderia ocupar.
A ressurreição de Cristo
Poucas pessoas percebem que as Testemunhas
negam a ressurreição corporal de Jesus da sepultura. Contudo, a Sociedade
Torre de Vigia ousadamente afirma:
"O primogênito dos mortos não foi levantado da cova como uma criatura
humana, mas foi erguido como um espírito." (Let God Be True, Brooklyn:
Watchtower Bible and Tract Society, 1946, pág. 272.)
"...Deus Jeová deu fim a esse corpo pelo seu modo próprio, assim como deu
fim ao corpo de Moisés, que foi uma espécie de Jesus Cristo; mas ninguém sabe
como." (The Truth Shall Make You Free, pág. 264, citado por
Hoekema, op. cit., pág. 274.)
"...foi necessário que, não somente o homem Jesus Cristo morresse,
mas igualmente necessário que o homem Jesus Cristo nunca mais
vivesse." (C. T. Russell, Studies in the Scriptures, V, Brooklyn:
International Bible Students Association, 1899, pág. 454.)
"O corpo humano de nosso Senhor...não deteriorou ou se corrompeu.... Se
foi dissolvido em gases ou se ainda está preservado em algum lugar como o
grande memorial do amor de Deus, da obediência de Cristo, e de nossa redenção,
ninguém sabe." (Ibidem, II, pág. 129).
"...ele foi morto como um homem, mas foi ressuscitado dos mortos
como um ser espiritual da mais alta ordem de natureza divina... o homem
Jesus está morto, morto para sempre, e não poderia ser um pai ou doador de
vida ao mundo" (Ibidem, V, págs. 453-454.)
Não estamos preocupados com argumentos sobre passagens difíceis da Bíblia.
Estes constituem contradições premeditadas a algumas das mais claras palavras
que Jesus jamais disse:
"E logo disse a Tomé: Põe aqui o dedo e vê as minhas mãos; chega
também a mão e põe-na no meu lado; não sejas incrédulo, mas crente"
(João 20:27)
"Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e
verificai, porque um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu
tenho. Dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. E, por não
acreditarem eles ainda, por causa da alegria, e estando admirados, Jesus lhes
disse: Tendes aqui alguma coisa que comer? Então, lhe apresentaram um
pedaço de peixe assado e um favo de mel. E ele comeu na presença
deles" (Lucas 24:39-43).
O batismo
Seguindo o exemplo acima, seria difícil
achar uma ilustração mais clara das doutrinas que as Testemunhas de Jeová
propagam que contradizem diretamente o claro ensinamento bíblico. Contudo,
observe a declaração da Torre de Vigia sobre o batismo:
"Batismo Não Lava Nossos Pecados." (Make Sure of All Things, pág.
40.)
Compare isso com a afirmação de Ananias a Saulo em Atos 22:16: "E
agora, por que te demoras? Levanta-te, recebe o batismo e lava os teus pecados,
invocando o nome dele."
Semelhantemente:
"O que, então o significa o batismo cristão? Não é uma lavagem de
nossos pecados... (Efésios 1:7)" (The Truth that Leads to Eternal Life,
pág. 183).
Que arrogância inserir esta afirmação num livro intitulado Verdade! Se
lermos Efésios 1:7, veremos que, longe de dizer que o batismo nada tem a ver
com a remissão dos pecados, Paulo disse de Cristo: "...no qual
temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados".
Paulo nos disse onde temos redenção através do sangue de Cristo: em Cristo.
Em Gálatas 3:27, Paulo nos contou como entramos em Cristo, onde está a redenção:
"...porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos
revestistes".
De acordo com Paulo, somos batizados em Cristo, onde a redenção através do
sangue de Cristo acontece. A Bíblia contradiz claramente as Testemunhas neste
assunto.
Esperamos que você tenha percebido que este material não foi uma disputa sobre
o que a Bíblia ensina. Ninguém pode olhar para sua Bíblia e negar que Jesus
nunca chamou seu ensinamento sobre "um certo rico" e "um certo
mendigo" uma parábola. Ninguém poderia negar que as Escrituras atribuem
ao Espírito Santo muitas qualidades que somente uma pessoa pode ter. Como
poderia alguém olhar para o Novo Testamento e negar que ele ensine claramente a
ressurreição corporal de Jesus? Nenhuma pessoa letrada pode negar o
ensinamento das Escrituras sobre o assunto do batismo, se não tiver
"ajuda" de alguém que nega a doutrina bíblica. A Sociedade Torre de
Vigia dá às Testemunhas de Jeová exatamente este tipo de ajuda para
persuadi-las a crer e propagar ensinamentos que são diretamente contraditórios
aos claros ensinamentos bíblicos.
Conclusão
Assim, chegamos ao encerramento
deste estudo e concluímos que as "Testemunhas", na realidade, não
são, de modo nenhum, de Jeová, porque:
A organização das Testemunhas de
Jeová foi, comprovadamente, fundada e baseada sobre uma aceitação forçada
de ensinamento de falsos profetas, especialmente quanto ao Armagedom.
As Testemunhas de Jeová têm
agora, e sempre tiveram, uma "chave" contrária às Escrituras para
o entendimento da Bíblia: suas publicações da Torre de Vigia.
As Testemunhas de Jeová não
honram Jesus como honram o Pai e, em vez disso, ensinam que ele é uma
criatura indigna de adoração.
As Testemunhas de Jeová propagam
ensinamentos diretamente contraditórios ao claro ensinamento da Bíblia em
muitos assuntos essencias.
por Samuel G. Dawson
Traduzido do livro Denominational
Doctrines: Explained, Examined, Exposed, © 1990 por Samuel
G. Dawson e Patsy Rae Dawson, direitos autorais reservados. Usado com permissão.
Parte 1
desse estudo sobre as "Testemunhas de Jeová".
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