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As parábolas de Jesus: É preciso dizer claramente que
as parábolas foram destinadas a apagar as luzes de algumas pessoas. Estas histórias
desconcertavam e incomodavam aquelas almas desonestas que estavam ansiosas por
abusar de qualquer pequena verdade que parecesse filtrar até elas (Mateus
13:10-15; Marcos 4:11-12; Lucas 8:10). E não podemos pensar nelas como se
fossem iletrados religiosos que eram moralmente depravados. Em seu número
estavam as pessoas mais religiosas e aparentemente mais piedosas daquele tempo.
Mas tinham projetos que diferiam do de Deus. As sete parábolas de Mateus 13
sobre a natureza do reino de Deus (no final do segundo ano) foram ditas logo
depois que os fariseus tinham recorrido a descartar os milagres de Jesus com a
explicação de que eram demoníacos (Mateus 12:22-34). As parábolas ditas depois da
transfiguração (terceiro ano) são encontradas em Lucas, capítulos 10-16 e
18. Estas são sobre o reino, mas têm um impulso admonitório e um tom de
controvérsia, em resposta à crescente inimizade dos fariseus. Há oito parábolas (Mateus 18, 20-22, 24, 25 e Lucas 19) nas quais o elemento controvérsia domina e o aspecto evangelista recua. Elas pegam o tema de julgamento. A. B. Bruce (The Parabolic Teachings of Christ) as vê também naturalmente divididas em três grupos, mas de acordo com a obra de Jesus como Mestre, Evangelista e Profeta. As parábolas de ensinamento têm
a ver com a obra do Senhor no treinamento dos Doze: parábolas sobre o reino
(Lucas 11:5-8 e 18:1-8); e três parábolas que se relacionam com o labor e o
galardão no reino: Trabalhadores da vinha (Mateus 20:1-16), Talentos (Mateus
24:24), Minas (Lucas 19:12). As parábolas de evangelismo incluem
aquelas que mostram o amor de Deus pelos pecadores: Os dois pecadores (Lucas
7:40). Ovelha perdida, moeda perdida, filho perdido (Lucas 15). O fariseu e o
publicano (Lucas 18:9-14). A Grande Ceia (Lucas 14:16), o Bom Samaritano
(Lucas 10:30), o Administrador Infiel (Lucas 16:1). O Credor Incompassivo
(Mateus 18:23). As parábolas proféticas contêm mensagens de julgamento divino e incluem: A Figueira Estéril (Lucas 13:6). Os Lavradores Maus (Mateus 21:33). Casamento do Filho do Rei (22:1). Dez Virgens (25:1). Rico Tolo (Lucas 12:16). Ainda que a análise de Bruce não
seja exata, ela nos dá algumas sugestões úteis sobre como relatar o que Jesus
estava tentando fazer durante os meses de encerramento de sua obra, quando
tantas forças estavam chegando a uma convergência final. |
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