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A edificação da igreja do
Senhor
Construam juntos, como
irmãos humildes
Olhe para mim! Sou tão
importante! Está vendo como todos têm que depender de mim? Vê como meu grupo
é grande e que pessoas importantes são membros dele, junto comigo.
Ficaríamos horrorizados com o pensamento de nos expressarmos de maneira tão
grosseira, e entretanto nosso orgulho freqüentemente tenta encontrar um modo de
expressar esses mesmos sentimentos egocêntricos de uma maneira mais suave.
Essas expressões "refinadas" de orgulho parecem introduzir-se mais e
mais quando uma igreja cresce em número. Assim, um forte crescimento numérico,
que deveria ser uma bênção, é freqüentemente transformado em uma maldição,
quando os irmãos se sentem excessivamente importantes por causa do
"sucesso".
Sutis sintomas de orgulho
Títulos. Pessoas orgulhosas gostam de títulos pomposos. Nos dias de
Cristo, os títulos Rabi e Mestre eram cobiçados. Religiões populares, hoje em
dia, produzem exaltadas apelações como "Reverendo",
"Pastor", "Sua Santidade", etc. Irmãos que pensam como as
denominações têm tomado emprestado, hoje, nomes altissonantes como
"Ministro Dirigente", "Ministro de Púlpito", "Ministro
de Educação" (professor de aulas bíblicas) e "Ministro de Música"
(dirigente de cânticos). Entre todos os cristãos, mesmo frases inocentes
usadas para descrever uma função podem se tornar em expressões de honra e até
mesmo títulos. Assim, o termo "pregador em tempo integral" pode ser
usado para elevar um pregador que é financeiramente sustentado por igrejas
sobre outro que se sustenta com emprego secular. As palavras "pregador do
evangelho" se tornam um título de posição em vez de uma simples descrição
do trabalho de uma pessoa. Às vezes, irmãos expressam, em tons majestosos,
"Eu sou um Ministro", quando é duvidoso se pudessem falar com a mesma
inflexão altiva se trocassem por um sinônimo e dissessem: "Sou um
escravo".
Conversa excessiva sobre realizações. Há uma linha fina entre falar do
passado para ilustrar ou ensinar e fazer isso para "tocar sua
trombeta". Ainda que finalmente Deus seja aquele que julgará quando essa
linha for ultrapassada, não há dúvida que muitos se sentem compelidos a
chamar atenção para sua importância, falando excessivamente de conquistas polêmicas,
realizações educacionais, experiências em países estrangeiros ou citando
constantemente estatísticas sobre batismos, encontros anuais, etc.
Competição com outros. O sucesso é freqüentemente acompanhado por um
anseio de aceitação social. Isto, por sua vez, produz um desejo por membros da
igreja de terem um grupo "tão bom" como outras igrejas e denominações.
Assim, os símbolos da posição da igreja, tais como construções elaboradas,
"Ministros" formados em teologia, e centros de vida familiar (ginásios
de esportes) tornam-se uma preocupação entre cristãos que, insensivelmente,
estão sendo consumidos pelo câncer do orgulho.
Os remédios de Cristo para o orgulho
Uma boa vacina contra orgulho sutil pode ser obtida meditando cuidadosamente nos
ensinamentos de Cristo:
"Bem-aventurados os humildes de espírito" (Mateus 5:3).
"Aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no reino
dos céus" (Mateus 18:4).
"Quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva;
e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo; tal como o Filho do
homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em
resgate por muitos" (Mateus 20:26-28).
"Depois de haverdes feito
quanto vos foi ordenado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos apenas o
que devíamos fazer (Lucas 17:10).
Felizmente, centenas de igrejas estão crescendo hoje em dia com membros que
mantêm atitudes submissas e evitam estabelecer hierarquia social com títulos
empolados. Tais congregações não atraem tanta atenção como as igrejas que
se sentem compelidas a soar trombetas, mas Deus sabe quem elas são. Seguindo
humildemente o plano de Deus e evitando exibições vãs, elas dão toda a glória
ao Único digno de recebê-la.
Que Deus nos ajude a crescer e prosperar espiritualmente. Mas que esse
crescimento possa sempre ser sem aquelas sutis, refinadas expressões de
orgulho. Que nenhum homem se glorie, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus
Cristo!
por Gardner Hall
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