|
Três homens
rebelam-se contra a hipocrisia
Três homens rebelam-se contra a
hipocrisia, mas diferem grandemente em suas reações.
O primeiro homem se volta para o total abandono moral. Ele se livra de todas
as rédeas quando se entrega ao cumprimento de todo desejo carnal. Faz de
"si mesmo" o seu deus. Ele se endurece à vista das lágrimas de sua
família quando parte para fazer o que quer. Sua "justificativa" para
sua conduta vergonhosa: "Pelo menos não sou hipócrita!"
O segundo homem vai a um extremo oposto. Ele está cheio das fraquezas e
hipocrisia que vê em todas as igrejas, e não quer ser como tais pessoas. Ele
se tornará um cristão e desde o começo "ele vai vivê-lo". Ele será
um exemplo do que um cristão realmente deveria ser. Para ele, a cura para a
hipocrisia é a perfeição.
O terceiro homem quer evitar a hipocrisia em sua vida, mas ao mesmo
tempo, tem um profundo senso de sua própria imperfeição. Por isso ele não se
dá ares de infalibilidade, mas parte para ser genuíno. Sua autenticidade logo
se torna visível para os outros. Ele não declara sua perfeição, mas luta
pela perfeição. Quando adora a Deus, ele não se declara ser perfeito como
adorador, mas quando os cânticos começam, ele dá o seu coração ao que está
fazendo; quando a oração é dirigida, ele ouve e faz dela a sua oração;
durante a ceia ele medita no sofrimento de seu Senhor; e através de todo o sermão
ele participa do estudo da palavra de Deus; se seu pensamento se dispersa, ele o
traz de volta; e quando o período de adoração termina ele pede a Deus para
perdoá-lo por seu fracasso e para aceitar sua adoração apesar de sua imperfeição.
Quando vai para o seu trabalho, ele não declara sua perfeição entre seus
companheiros de trabalho, mas eles sabem que ele tentará dar oito horas de
trabalho por oito horas de pagamento; que ele é confiável; que ele é puro no
falar e no viver; e que se ele cair em tentação pelas pressões à sua volta
para pecar, ele humildemente pedirá desculpas às pessoas ofendidas.
Ele é o mesmo no lar. Sua família respeita-o porque ele é genuíno e não
declara ter força e bondade além da realidade. Sua família vê suas faltas,
mas uma qualidade que lhe permite manter o respeito deles é sua capacidade de
dizer, "Desculpe". Em todas as áreas de sua vida ele anda
humildemente diante de Deus e de seus companheiros.
Nosso terceiro homem encontrou a verdadeira cura para a hipocrisia.
O primeiro homem, se não se arrepender, um dia será um mísero infeliz,
sua vida completamente destruída. O segundo homem está a caminho da
desilusão. Suas metas são irreais; sua perspectiva é totalmente errada. Mas
o homem que "anda humildemente com seu Deus" e é totalmente livre
de malícia é verdadeiramente um homem abençoado. Ele é na vida e na atitude
o que Deus deseja que ele seja, e vive na esperança do céu.
"Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino
dos céus" (Mateus 5:3).
por Bill Hall
|