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Dois
homens enfrentam suas limitações
Dois homens são limitados em
suas capacidades nas áreas de liderança pública. Nenhum deles é realmente
talentoso em dirigir os cânticos, na pregação, nas aulas bíblicas, ou no
desempenho de outros papéis que são tão essenciais aos períodos de efetiva
adoração. Ambos têm tentado, mas sua incapacidade em tais esferas é visível
para eles e para outros. Mas enquanto compartilhem esta limitação, suas
atitudes diferem dramaticamente.
O primeiro homem se fecha numa concha, manifestando todos os sintomas de um
complexo de inferioridade. Ele sente que não participa, que os outros não o
apreciam. Ele nada faz em benefício da causa do Senhor, exceto comparecer. Ele
raramente visita os doentes ou conversa com um visitante, ou convida um recém
chegado para ir a sua casa. "Não posso" torna-se a expressão mais
importante de seu vocabulário. Ele se queixa porque "somente uns poucos
estão conduzindo as coisas."
O segundo homem, reconhecendo sua incapacidade óbvia para papéis de
liderança, procura em sua volta áreas em que possa ser útil. Ele se oferece
para manter a grama aparada em volta do edifício e para ver que o edifício
esteja aberto cedo em cada serviço. Ele está ali para fazer uma saudação
alegre aos primeiros a chegar. Isto é mesmo típico dele. Ele está
constantemente observando uma necessidade e trabalhando em seu próprio modo
quieto para cuidar dessa necessidade. Nenhum homem na igreja é mais ativo no
trabalho do que ele.
O primeiro homem luta para ser fiel. Seus sentimentos são feridos
facilmente. Cada lição que trata de maior diligência no serviço do Senhor,
ele tem certeza de que está sendo pregada tendo-o diretamente em mente. Ele não
aprecia a si mesmo e sua atitude é uma barreira para uma boa relação com os
outros.
O segundo homem é apreciado por todos que o conhecem. Sua influência é
grande. Ele é perfeitamente adequado ao trabalho de diácono. Sua morte deixará
um vazio na igreja que nenhum homem será capaz de preencher.
A diferença entre estes dois homens pode ser vista claramente na exortação de
Eclesiastes 9:10: "Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o
conforme as tuas forças." O que o segundo homem tem e falta ao
primeiro é visão para ver o que precisa ser feito (suas mãos encontram algo
para fazer) e iniciativa para fazê-lo com suas forças. Estas duas
qualidades capacitam um deles a ser feliz, ativo, útil, agradável, influente;
a falta delas deixam o outro infeliz, limitado, sensível, sufocado pela piedade
de si mesmo.
Aos nossos muitos leitores que são limitados em papéis de "liderança"
perguntaremos: "Qual destes dois homens representam um retrato de você?"
Abram seus olhos! Há necessidades a toda volta de vocês! Trabalhem! "Há
lugar no reino... para as pequenas coisas que você pode fazer." Nem todos
podem ser capitães da equipe; nem todos podem ser caciques; mas todos podem
contribuir. Que cada um encontre seu próprio papel, trabalhe diligentemente
nesse papel, e se regozije com a contribuição que pode dar à prosperidade da
obra do Senhor.
por Bill Hall
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