Construa com cuidado pela pureza
doutrinária e moral

Quer seja oportuno, quer não. É deste modo que você exige que sua pregação seja? Assim como Paulo deu a Timóteo um encargo divino  diante de Deus e de Cristo para "pregar a palavra!" convencendo, repreendendo e exortando, "quer seja oportuno, quer não" (2 Timóteo 4:2), assim precisamos insistir em tal pregação nestes dias. As igrejas podem estar crescendo bastante, no sentido de números, mas a advertência de Paulo a ver como edifica (1 Coríntios 3:10) é cumprida somente por este encargo referente a pregar quando pessoas querem ouvir e também quando não. Três histórias ilustrarão suficientemente o que eu quero dizer.

Elias

Aqui estava um homem com uma missão (leia 1 Reis 17:18). Sua pregação, como um homem a colocou, "confortava os aflitos e afligia os confortáveis". Um dia ele foi encontrado por dois homens. Obadias, o humilde salvador dos profetas de Deus, curvou-se e perguntou: "És tu, meu senhor Elias?" Acabe, o rei mimado e idólatra, perguntou: "És tu, ó perturbador de Israel?" Ambos tinham visto seus milagres e ouvido seus trovejantes sermões sobre o arrependimento. Um o amava; outro o desprezava. Quer seja oportuno, quer não. Porque ele não ficou em cima do muro referente aos assuntos que exigiam a atenção imediata de Israel, era condenado como vociferador e perturbador. Entretanto, a palavra de Deus não voltava a ele vazia (Isaías 55:11), pois uns 7.000, dentre uma nação de milhões, foram salvos (1 Reis 19:18). Este pequeno remanescente, exigindo pureza doutrinária e moral, cumpriu o propósito de Deus.

João Batista

João não era nenhum louco do deserto, como muitos retratavam como sendo. Ele era mais parecido com um hábil cirurgião decidido a remover o câncer mortal de Israel (Marcos 6:14-29; Lucas 3:3-20). Este franco pregador, que exigia "arrependimento para a remissão dos pecados", enfureceu a hierarquia religiosa, exigindo "frutos dignos do arrependimento"! Seu sermão, "Ó Geração de Víboras!", não foi bem recebido no Sinédrio. Mas, Jesus mais tarde observou que o povo comum "consideram João como profeta", até o ponto em que "publicanos e meretrizes creram" nele e entrou no reino adiante dos fariseus (Mateus 21:26-32). Quer seja oportuno, quer não. Especialmente, o apelo forte de João pelo arrependimento era dirigido ao palácio real. O rei Herodes e a rainha Herodias sentiram o ferrão de sua exigência para que terminassem seu casamento adúltero. "Não te é lícito possuir a mulher de teu irmão." Pregação doutrinária e moral da melhor forma. Enquanto isso lhe custou sua vida, deu vida ao reino. Ele estabeleceu o padrão para os pregadores do reino que viriam em seguida. "Os caminhos tortuosos serão retificados, e os escabrosos, aplanados" (Lucas 3:5). Será este o homem que fazemos questão de ter nestes dias?

Paulo

Ao longo da divisa nordeste do Mar Mediterrâneo havia muita tensão. Em Listra, Derbe, Icônio, Antioquia e outras igrejas da Galácia um assunto explosivo ocupava as mentes de cada cristão. O crescimento do reino poderia chegar a uma imobilização, se esta dinamite em forma de judaismo não fosse manejada adequadamente. Eles tinham estado bem ocupados, salvando almas antes que este detestável problema doutrinário levantasse a feia cabeça. Leia Gálatas 4 e 5 para conhecer os pormenores. O que Paulo ia fazer? Pelo bem da igreja, deveria ele apenas evitar o assunto, como se fosse uma praga, deixando o vento soprá-lo para longe e, então, desvanecer-se? Ou deveria lidar com ele de frente? Apesar do fato que este método, certamente, causaria uma explosão, Paulo sabia que esse assunto tinha que ser atacado com todas as suas forças. Ele sabia que "um pouco de fermento leveda toda a massa" (5:9) e, portanto, ter uma igreja progredindo, próspera, com milhares, que tinha decaído da graça (5:4), não tinha valor. Paulo disse que ele teria "trabalhado em vão" (4:11) se ele deixasse este assunto doutrinário ficar incontido. Assim, ele pregou a palavra. Aqueles que antes teriam arrancado os próprios olhos para uso de Paulo, agora consideravam-no inimigo (4:15-16). Quer seja oportuno, quer não. Sim, às vezes é necessário que haja heresias entre vós, para que "os aprovados se tornem conhecidos em vosso meio" (1 Coríntios 11:19). Então, e só então, pode a igreja ser purificada e voltar à tarefa de buscar e salvar os perdidos com a aprovação de Deus.

Deus necessita de pregadores "amadurecidos", hoje em dia, que têm coragem de fazer o que Isaías 58:1 diz: "Clama a plenos pulmões, não te detenhas, ergue a voz como a trombeta e anuncia ao meu povo a sua transgressão e à casa de Jacó, os seus pecados." Cristo terá comunhão somente com igrejas "amadurecidas" (Apocalipse 2:3), que exijam livro, capítulo e versículo para permanecer doutrinária e moralmente puras. Quer seja oportuno, quer não. É o único modo de ver como edifica.

­por Rick Lanning


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